quarta-feira, 26 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Família Bemerguy comemora aniversário!

O registro histórico de hoje vem do álbum de lembranças da Família Bemerguy, que em volta da mesa comemora no dia 15 de setembro de 1960, o primeiro ano de nascimento da filha Esther.
A partir da esquerda estão a mãe Helena (de branco), a avó Esther (de óculos escuros com a aniversariante ao colo), o avô Naftali e o pai Mair Naftali Bemerguy (de camisa branca).
Agradecemos à sra. Helena Bemerguy, a deferência de ter permitido a publicação dessa foto rara!
Fonte: Myheritage

terça-feira, 25 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá; Funcionários da Prefeitura Municipal

Fui buscar esses dois registros de nossa memória histórica, na página do Memorial Amapá, no Facebook. 
As duas Fotos Memória são do acervo pessoal de Iris Caxias Lobato. Ambas de 1961.
Na primeira foto clicada em frente ao prédio da municipalidade, na Av. FAB 840, no Centro da cidade vemos a partir da esquerda Rosires Caxias, Edna Picanço (Franco), Azevedo Costa e Maria da Paz.
Na segunda foto batida no ambiente de trabalho, no interior do prédio, são vistos na mesma ordem... Azevedo Costa, Raimundo dos Santos Souza - Sacaca (in memoriam) e Pedro Maurício, sentados.
Em pé, Terezinha Picanço(in memoriam), Maria da Paz e Rosires Caxias (Iris Caxias Lobato).
Embora conhecendo todos trabalhei com  Azevedo Costa(ex-prefeito) e Maria da Paz.
(Fonte: Memorial Amapá)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Macapá Hotel

“O primeiro Macapá Hotel foi construído pelo governador Janary Nunes (1945) no começo da época do Território Federal. O prédio foi demolido na década de 80 pelo ex-governador Anníbal Barcellos. 



A seguir foi erguida outra estrutura hoteleira que passou a ser administrada pela rede Novo Hotel.
Depois que o contrato foi encerrado o governo repassou o hotel novamente à iniciativa privada. Desta vez um consórcio administrado por empresários locais assumiu e recuperou a antiga denominação.




Com o crescimento da rede hoteleira local o Macapá Hotel perdeu um pouco do seu atrativo comercial. Daí o interesse na sua transformação em Espaço Cultural.” (Humberto Moreira)

domingo, 23 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Antiga Sede do SERTTA Navegação

Fotos Memória de hoje compartilhadas pela amiga e Memorialista Maria Façanha:
No destaque, a antiga Sede do SERTTA Navegação, que se situava na antiga Travessa Siqueira Campos (atual Mário Cruz), rua da frente da cidade de Macapá.
A partir da direita do observador, no canto da antiga Travessa Siqueira Campos (Mário Cruz) vemos um terreno cercado onde existiu a primeira sede do Banco do Brasil; seguida do SERTTA; depois casa do casal José Mendes e Iracema; antiga Passagem Sambariri (Abraham Peres); finalmente a casa do Seu Sandó  e o mercadinho redondo.

sábado, 22 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: O beco do abieiro

Por Nilson Montoril
Na cidade de Macapá, no meio do espaço delimitado pelas travessas Floriano Peixoto (Presidente Vargas) e Braz de Aguiar (Coriolano Jucá) e pelas ruas São José e Barão do Rio Branco (Cândido Mendes), havia uma larga passagem que ligava o largo de São Sebastião (Praça Veiga Cabral) ao largo de São João (praça Barão do Rio Branco). Devido à existência de um frondoso abieiro a passagem era conhecida como o “Beco do Abieiro”. Outro estreita viela, entre a vila Santa Engrácia e o quintal da casa do coronel Theodoro Manuel Mendes ligava essa passagem a atual Rua Cândido Mendes. Residiam em torno do Beco do abieiro diversas famílias tradicionais de Macapá, entre elas a do senhor Miguel Gantus, presidente do Cumaú Esporte Clube. Sua residência ficava no canto do Beco do Abieiro com a atual Avenida Getúlio Vargas e também funcionava como sede da agremiação alviverde da cidade. Consequentemente, embora houvesse um campo de futebol na ala “A” da Praça Veiga Cabral, o time do Cumaú preferia treinar no campinho armado na área do Beco do Abieiro. Após a criação do Território Federal do Amapá e a instalação do governo territorial em Macapá, algumas donas de casa aproveitaram o ensejo da chegada de trabalhadores para alugar alguns cômodos de suas residências e até mesmo a casa toda. Entre as locadoras de quartos destacava-se Dona Oswaldina, senhora carismática que a todos tratava com muita educação. Ela era viúva e contava com a companhia das filhos Marialvo e Luiz, e das filhas Alcinda e Nazaré. Em um dos cômodos de sua casa instalou-se a jovem Aracy Nascimento da Silva, professora normalista egressa de Belém que veio compor o magistério da novel unidade federada.
A casa de dona Oswaldina era geminada com o imóvel ocupado pelo comerciante Zoilo Pereira Córdova, dono do Bar ABC, situado na área onde está erguido o Teatro das Bacabeiras. Seu Zoilo Córdova tinha vários filhos, entre eles a Mariana a Lélé, o Paloca e o Pedro Maurício, meus contemporâneos da Casa dos Padres e do Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
No canto direito da passagem, esquina da Presidente Vargas, sentido da Praça Barão, ficava a residência do senhor Filomeno (foto), um dos primeiros açougueiros a ocuparem “talhos de carne” no Mercado Central. Nas outras extremidades do beco residiam Raimundo Ladislau, o grande tirador de ladrões do Marabaixo e Benedito Lino do Carmo, o velho Congó.
O Beco do Abieiro era muito frequentado e por isso cheio de novidades. Ao entardecer os moradores colocavam cadeiras nas calçadas e o papo rolava solto até a hora do jantar. A primeira descaracterização do Beco do Abieiro veio com a construção do prédio da Agência dos Correios e Telégrafos. Depois surgiu a “Lojas Pernambucanas”, acabando de vez com o campo de futebol do Cumaú Esporte Clube. O jornalista e radialista Carlos Cordeiro Gomes, o popular “Segura o Balde” também residiu na casa de Dona Oswaldina, local onde, a 11 de agosto de 1953, faleceu inesperadamente a Professora Aracy Nascimento da Silva.
Fonte: Crônica de Nilson Montoril, publicada, originalmente,  
no Jornal Diário do Amapá.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Foto Memória do Comércio Amapaense: Pioneiro AFIF ELIAS HARB

O Pioneiro AFIF ELIAS HARB nasceu em Chekka, no Líbano, no ano de 1919. Chekka é uma cidade costeira localizada no Sul do Norte do Líbano.  Filho de Elias e D. Mariana Halib, comerciantes. Desde muito cedo trabalhava numa fábrica de cimento. Chekka abriga algumas das maiores fábricas de cimento e papel do leste do Mediterrâneo. 
Chegou ao Brasil (Rio de Janeiro) em 1952, para buscar uma tia e levá-la de volta ao Líbano. Como ela não quis ir, Afif saiu do Rio, partindo para Belém-PA e depois para Cruzeiro doSul-AC, no período áureo da borracha. Mas ficou por pouco tempo e aceitou convite de um patrício seu (José Houat), para ir a Macapá-AP. Chegou a Macapá, no ano de 1955, onde conheceu as principais famílias locais, apresentado pelos seus conterrâneos Hariat, Chaar, El Achi e Dagher, conquistando a amizade de todos. A família ficou no Líbano, até que ele se restabelecesse financeiramente. Começou a trabalhar como camelô e logo montou uma baiuca.
A esposa chegou em 28 de fevereiro de 1957. Com a ajuda dos patrícios eles conseguiram uma casa boa para morar. Comprou a primeira casa em 1961.
Em 1965, inaugurou as Lojas Brasília(foto), na Rua Cândido Mendes, esquina com Av. Mendonça Jr. Casou com D. Amanda em 1940; dessa união nasceram os filhos: Julieta e Romeu.
Julieta Mattar - viúva do empresário Edgard Nader Mattar, falecido em 2003 - continua residindo em Belém do Pará, para onde se transferiu desde quando casou.
Romeu Harb é próspero empresário e continua com atividades comerciais em Macapá, à frente da Importadora JK, substituta das Lojas Brasília.
Pouco se sabe sobre a vida social e política do seu Afif. 
O certo é que ele desde cedo lá estava à porta de sua loja cumprimentando quem passava e isso aconteceu durante toda sua vida, desde o ano de 1956 até o dia 13 de junho de 1985, quando veio a falecer.
Fontes: Livro PERSONAGENS ILUSTRES DO AMAPÁ VOL. III – (Edição não impressa) e Edgar Rodrigues
Fontes consultadas: Wikipédia

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Foto Memória do Carnaval Amapaense: Concurso Rainha das Rainhas

O Concurso Rainha das Rainhas do Carnaval Amapaense, vem sendo realizado pelo Trem Desportivo Clube há 35 anos.
Vemos aqui dois momentos de João Lázaro, como apresentador Oficial desse Certame de Beleza.
No primeiro flagrante de 1986 João Lázaro e Izabel Miranda são clicados no palco do Trem Desportivo Clube, apresentando o Concurso naquele ano.
Na segunda foto de 1991, João Lázaro na apresentação do 9º Concurso Rainha das Rainhas, no Clube da Feliciano Coelho, em Macapá.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Foto Memória da Musical: Conjunto Regional E-2, da Rádio Difusora de Macapá

A primeira emissora de rádio a se instalar no Amapá foi a Rádio Difusora de Macapá, em 11 de setembro de 1946.
Os programas iniciais da emissora, “A Hora do Guri” (depois chamado Clube do Guri) e “Desfile de Calouros” - sempre apresentados e transmitidos do palco auditório da emissora e do Cine Teatro Territorial - na fase de ouro do rádio local, conseguiram revelar novos talentos e grandes intérpretes da música amapaense.
Um dos destaques desses programas era o Regional E-2 – conjunto musical da Difusora – formado, entre outros, por Amilar Brenha, Belinha Barriga, Ezequias Ribeiro de Assis, Florênçio Rocha (o Cassiporé), Gutemberg Tupinambá, Nonato Leal, Terezinha Laranjeira e Walter Banhos.
Trata-se de uma foto do dia 2 de fevereiro de 1949, tirada no auditório da Rádio Difusora de Macapá, postada no Facebook, pelo amigo historiador Nilson Montoril.
A formação do grupo, nesse evento, de 1949, era a segunte:
A partir da esquerda: Miguel Silva (pandeiro), Cassiporé (cavaquinho), João Miséria (bateria), Agenor Melo, Bianor Andrade, e os irmãos José Moacir e Walter Banhos de Araújo (violão).
O conjunto era muito bom. Se o intérprete da música soubesse cantar, os músicos acompanhavam. Se fosse apressado, a turma perseguia.
Nilson conta que foi participante do "Clube do Guri" e chegou a ganhar um livro escolar por interpretar a valsa gaúcha "Jardim da Saudade", composição e gravação de Luiz Gonzaga.
Foi uma homenagem que o Rei do Baião fez ao Rio Grande do Sul, em 1952, quando esteve pela primeira vez naquele estado como artista. Ele esteve por lá no seu tempo de caserna que vai de 04/07/1930 a 27/03/1939.
Ficou muito encantado com tudo o que viu e mais feliz ainda quando soube que entre os municípios gaúchos havia um com o nome de São Luiz Gonzaga.
 
Ainda em 1952, em agosto, Luiz Gonzaga gravou sua homenagem àquele estado, aproveitando-se de uma valsa muito famosa de um dos filhos inesquecíveis do Rio Grande que era seu amigo: Lupicínio Rodrigues.  
A música fez 64 anos de lançamento em disco de 78 RPM. (Fonte: You Tube)

terça-feira, 18 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Seu Nathan e Dona Syme Pecher

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada pelo amigo Simão Arão Pecher(*), diretamente de Manaus.
O Pioneiro NUTA (NATHAN) WOLF PECHER nasceu na Romênia.
Ao chegar em Belém, naturalizou-se  brasileiro e, em 1949 chegou em Macapá,  com sua esposa Syme Zagury Pecher e o filho Simão Arão Pecher.
Em Macapá, seu Nathan dirigiu inicialmente a Sorveteria Central - juntamente com a matriarca da família Zagury, Dona Sarah Roffé - que funcionou num prédio erguido na esquina da Rua Cândido Mendes com Av. Mário Cruz, na Praça Veiga Cabral, que pertencia à família Zagury.
Depois do fechamento da Sorveteria Central, seu Nathan abriu o Café Continental - em sociedade com seu primo Mair Naftali Bemerguy - na rua São José, entre as Avenidas Presidente Vargas e Coriolano Jucá.
Após o fechamento do Café Continental seu Nathan foi morar em Manaus, onde viveu até seu falecimento ocorrido em fevereiro de 1996.
Fonte: Acervo Pessoal do amigo Simão Pecher
(*)Simão Arão Pecher é médico alergista e dermatologista em Manaus;AM

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Colação de Grau do Prof. Antônio Munhoz Lopes

A Foto Memória de hoje, foi compartilhada pela amiga Sarina Santos, via Facebook.
A Faculdade de Direito da Universidade Federal do Pará (UFPA) acaba de completar 115 anos. 
Fundada em 31 de março de 1902, a instituição (...) formou várias gerações de profissionais, com notórias posições no universo jurídico paraense e brasileiro, tornando-se referência nacional e internacional nos meios acadêmicos e profissionais ao longo de sua história.
Embora seguindo outro caminho, o professor Antônio Munhoz Lopes foi participante da turma "Clóvis Beviláqua", de 1959, sendo o décimo da relação dos cinquenta bacharéis.  
O paraninfo da turma foi o Dr. Joaquim Lemos Gomes de Souza e o orador por parte dos diplomandos o bacharelando Jerônimo de Noronha Serrão.
Na foto acima, vemos o professor Munhoz, na tarde de 04 de outubro de 1959, no Teatro da Paz,em Belém,na cerimônia de sua colação de grau, em Direito, tendo à esquerda seu tio paterno, Lauro Ayres Lopes, isto há mais de meio século.
Fonte: Sarina Santos (Facebook)

domingo, 16 de abril de 2017

Foto Memória do Carnaval Amapaense: Gravação dos Sambas Enredo, no Rio de Janeiro

As primeiras gravações de Sambas Enredo, do  Carnaval de Macapá, tiveram início em 1982.
O Governo do ex-Território Federal do Amapá firmava convênio com a Prefeitura de Macapá, que organizava as Comissões Especiais para coordenar e realizar as gravações dos Sambas Enredo.
Nos primeiros três anos -  1982, 83 e 84 – as gravações foram realizadas na  Capital Paraense. A partir de 1985, em diante, passaram a ser gravadas no Rio de Janeiro.
Intérpretes amapaenses chegando ao Galeão recepcionados por Dominguinhos do Estácio. 
O arquiteto Chikahito Fujishima, viajou no mesmo voo, mas não integrava o grupo oficial.
As Fotos Memória de hoje, trazem registros de vários momentos dos carnavalescos amapaenses, na Cidade Maravilhosa.
Humberto Moreira, intérprete da Escola de Samba "Piratas da Batucada"
Manoel Sobral, intérprete da Escola de Samba "Maracatu da Favela"
Neck, intérprete da Escola de Samba "Boêmios  do Laguinho"
Beloca, intérprete da Escola de Samba "Solidariedade"
Os interpretes das respectivas Escolas de Samba, clicados quando realizavam seus ensaios nos Studios das gravações, sob a Direção do consagrado carnavalesco carioca, Dominguinhos do Estácio.
Eu (João Lázaro), tive a oportunidade de participar da Comissão Organizadora desde 1982 até 1987, período em que a Prefeitura de Macapá, tinha essa incumbência, na cidade.
A partir do ano seguinte, com o advento do Estado, o Governo do Amapá, assumiu a responsabilidade pelas gravações dos discos de carnaval.
Fotos do acervo pessoal de João Lázaro.

sábado, 15 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: O Pioneiro José Maria Chaves - 93 anos de vida!

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O pioneiro José Maria Chaves, paraense de Cametá, um dos primeiros moradores do Formigueiro, chegou ao Amapá em 1945, com 20 anos de idade, convidado pelo primeiro governador do extinto Território Federal do Amapá, Janary Gentil Nunes. Na época era soldado do Exército Brasileiro e servia em Val de Cães, na base de artilharia antiaérea. Foi nomeado por decreto assinado pelo governador Janary no dia 19 de abril de 1952 como extranumerário-mensalista, referência 19, para desempenhar a função de guarda, lotado na Divisão de Segurança e Guarda do Território do Amapá, com salário de 1.440,00 mil réis. Nessa época só entrava para a Polícia quem era reservista. Com tal salário comprou sua casa, na Mendonça Furtado, por hum mil réis. Por quatro vezes serviu como mordomo na residência governamental. Depois, por longos anos, trabalhou como sapateiro. (Fonte: Governo do Amapá)
“José Maria Chaves, um dos maiores craques do futebol amapaense, foi trompetista do primeiro conjunto musical de Macapá. Foi também bombeiro, marítimo, guarda de trânsito, guarda territorial e mordomo. Mas o que mais gostava de fazer era jogar futebol e consertar sapatos.
Como jogador foi quatro vezes campeão pelo Amapá Clube.
Como sapateiro, conquistou o coração de Berlenites  com quem foi casado há várias décadas.
Aprendeu o ofício de sapateiro com um italiano em Belém. Sozinho aprendeu a tocar. Talento que seus irmãos também tinham e assim, junto com os irmãos, formou a Jazz Band Poeira – o primeiro conjunto musical do Amapá.
A história de Zé Maria Chaves se confunde com a história do Amapá. Ele viu Macapá crescer, viu as casas de barro e miriti serem substituídas pelas de madeira e depois de alvenaria, foi amigo de Mãe Luzia, participou da inauguração do Glycério Marques e viu o surgimento dos primeiros prédios públicos do Amapá, a abertura das ruas, a inauguração das primeiras escolas… (Alcinéa Cavalcante - 02/08/2010)
“José Maria Chaves, viúvo,  hoje, com 93 anos de vida, tem dificuldade de locomoção, pois não anda, pela rótula que fraturou quando tirava um plantão no Estádio Glycério Marques. Continua Lúcido, falante, mas... às vezes falta-lhe a  memória, pela idade avançada, e os problemas de saúde que adquiriu ao longo dos anos!
Mora atualmente no Bairro Universidade, em Macapá, com a nova companheira e o filho dessa união.”  (Informações de sua filha Jennifer Picanço Chaves Nazaré)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: O PIONEIRO PEDRO AYRES DA SILVA.

Nossa Foto Memória de hoje, homenageia o Pioneiro Pedro Ayres da Silva.
Texto de Nilson Montoril
Membro de tradicional família mazaganense, o Pioneiro Pedro Ayres da Silva herdou o mesmo nome do pai. Seu genitor foi comerciante. O filho o auxiliou na gestão dos negócios da família, passando à condição de servidor público após a criação do Território Federal do Amapá. Em 1949, quando o governo territorial iniciou as atividades no Porto de Santana, seu Pedro Ayres, o filho, foi designado para coordenar as atividades da gestão portuária. Naquele logradouro, seu Pedro acompanhou, simultaneamente, as mudanças ocorridas após a chegada da Indústria e Comércio de Minérios S.A. - ICOMI. A empresa mineradora se valeu do porto territorial antes de construir seu píer e cais acostável. Lá estava seu Pedro Ayres atuando de forma irrepreensível. 
No início da década de 1960, com a criação da Superintendência de Abastecimento do Território Federal do Amapá-SATFA, ele foi guindado para integrar a equipe funcional da novel atividade, então gerenciada pelo Sr. Francisco Torquato de Araújo, genitor do historiador Nilson Montoril. A sua sequência funcional é digna de encômios. Com idade bem avançada, seu Pedro Ayres da Silva ainda vive, sob os cuidados de uma de suas filhas, em Macapá.
Fonte: Texto original de Nilson Montoril, publicado no Facebook, reproduzido e especialmente adaptado/atualizado para o blog Porta-Retrato.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Primeiras Bandas de Música de Macapá

Um outro artigo do historiador Nilson Montoril, sobre as Primeiras Bandas de Música, da cidade de Macapá-AP.
“A partir da segunda metade do século XIX, as bandas de música despontaram como principal atração das cidades do interior do Brasil. A vinda da Corte Portuguesa contribuiu sobremaneira para a formação de conjuntos denominados Liras, Euterpe e Filarmônica, que executavam partituras alegres como mazurcas, schottisch (xótis ou xote) e valsas aceleradas. Posteriormente os chorinhos, maxixes, dobrados, marchas, rumbas, tangos e mambos, foram incorporados aos repertórios.







A primeira banda de música de Macapá foi criada pelo Padre Júlio Maria Lombaerd, em 1913. Era composta por 29 músicos, sendo 28 meninos e o próprio sacerdote, que tocava saxofone. O nome da banda era "Filarmônica São José" e as crianças aprenderam a tocar instrumentos com o famoso vigário.







Com o advento do Território Federal do Amapá, três bandas se destacaram na cidade:
A primeira a surgir foi a Euterpe Jazz, regida por Oscar Santos, depois surgiu a "Sacys do Ritmo", comandada por Messias do Espírito Santo.
A mais conhecida da era territorial foi a Banda de Música da Guarda Territorial, rotulada como Furiosa. 
Não pensem que o título era depreciativo. As bandas de então assim eram chamadas de um modo geral, embora também vigorasse o título de Serafinas. Eram ditas serafinas as que sempre participavam de procissões, missas, enterros e festividades religiosas. 
Na década de 1960, Oscar Santos fundou uma banda de música congregando alunos da (antiga) Escola Industrial de Macapá, que ficou famosa como "Bonecos de Anil" do Ginásio de Macapá.”(Nilson Montoril)
Fonte: Facebook
Fotos: Reproduções de Arquivo
(Última atualização ás 20h)

domingo, 9 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: O FAROL DA FORTALEZA DE MACAPÁ

Nosso amigo historiador e blogueiro, Nilson Montoril, publicou em sua página no Facebook, um oportuno comentário sobre QUAL A FUNÇÃO DE UM FAROL?, em que citou antigo farol da Fortaleza de Macapá:
Segundo ele, “por volta de 1900, um farol foi instalado no baluarte Nossa Senhora da Conceição, com a missão precípua de alertar os viajantes quanto ao praião existente na frente da pequena cidade de Macapá e a possibilidade de uma embarcação chocar-se contra o platô onde está edificado o patrimônio bélico. 
Mesmo depois que a Fortaleza foi abandonada, década de 1920, o farol, mais simples que o mostrado na foto desta postagem continuou funcionando. Macapá não tinha energia elétrica naquela época e o faroleiro acendia o pavio do farol às 18 horas, apagando-o as 6 horas da manhã do dia imediato. Este procedimento só mudou a partir de 1953, quando cilindros de gás foram instalados junto a base do mirante (a haste que sustentava a passarela encimada e o eclipsor ). A Marinha passou a contar com a colaboração da ICOMI, depois do balizamento do canal norte do Rio Amazonas. Sem o balizamento, os navios cargueiros, que vinham embarcar o minério de manganês, no Porto de Santana correriam grande risco de encalhar. 
A escada do farol deveria servir unicamente ao faroleiro, mas todo mundo queria subir seus degraus para alcançar o topo do mirante. Praticamente ninguém se deu conta do perigo, haja vista, que o bloco de concreto que fixava, com uso de grossos parafusos da base do farol, estava sob o aterro do baluarte e a terra não era tão compactada como pensavam os "turistas". Que era gostoso ficar lá no topo do farol recebendo o vento gostoso da enchente da maré, era. Em 1978, no governo do general Arthur Henning, a Fortaleza passou por uma nova operação de manutenção e reparos, a Marinha sentiu que era oportuna a retirada do farol. Ele apenas ilustrava a paisagem."
Nos comentários, o amigo Luiz Lopes Neto, contemporâneo do Nilson, quis saber que fim levou esse farol?
Nilson respondeu que “o farol propriamente dito, parte que tem o iclipsor (que faz a luz acender e apagar), o Serviço de Sinalização Náutica do Norte/DDNN, sediado em Santana, perto do estádio Augusto Antunes, instalou na ilha de Santana, de frente para a Fazendinha. Ali, ele permanece em atividade. 
O mirante está guardado no Distrito SSNN- 41. Aquela conversa de que o Barcellos o teria levado para o Rio de  Janeiro é balela. Eu estive na sede da Capitania da Marinha e vi o que estou relatando. A Marinha se dispõe a montar uma réplica, em dimensão reduzida para ficar na Fortaleza, mas os difamadores não se interessaram. "
Fotos: Reprodução de arquivo

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Conservatório Amapaense de Música

O prédio da foto, foi erguido para ser a residência do Secretário Geral do T.F. do Amapá. Quando ficou pronto serviu de sede para o Conservatório Amapaense de Música, mas por pouco tempo.  O Conservatório foi inaugurado em 25 de janeiro de 1952, pelo então governador Janary Gentil Nunes. Com a morte da pianista e professora Walkíria Lima, uma das primeiras professoras e diretora do Conservatório, seu nome mudou para “Escola de Música Walkíria Lima”, hoje Centro Profissional.
O educandário foi transferido, depois, para uma das alas da Escola Normal de Macapá. A edificação construída na Rua General Rondon com a Av. Procópio Rola, no Centro da cidade, passou por ampliação para acomodar o antigo SAG - Serviço de Administração Geral, órgão embrião das Secretarias de Administração e de Finanças. Com a construção do centro cívico, iniciado no governo Henning e concluído na gestão Barcelos, a Secretaria de Administração foi ocupar um dos prédios do centro, onde ainda se encontra. A Secretaria de Finanças foi transferida para um imóvel construído na área que era a praça do Hospital Geral, que hoje serve de sede para a Secretaria de Saúde. Na gestão do Governador Gilton Garcia em 1990, o velho prédio foi demolido, surgindo no local o Tribunal de Justiça do Amapá. (Fonte: Informações de Nilson Montoril)
Em 1952, a Escola de Música Walkíria Lima passou a funcionar no prédio da Rua Eliezer Levy com a Avenida Iracema Carvão Nunes, no Centro de Macapá, até o mesmo ser condenado pela Defesa Civil e demolido em 2010.
Em 2007, através de um decreto governamental, a escola foi transformada em Centro de Educação Profissional de Música Walkíria Lima.
Após a demolição, as atividades do Centro de Música passaram a funcionar em um prédio alugado, na Avenida Feliciano Coelho, entre as ruas Hildemar Maia e Santos Dumont, nº 1959, no bairro Santa Rita, onde os alunos matriculados, com idade entre 8 e 79 anos, integram os cursos de piano, flauta doce, violino, violoncelo, trompete, violão (popular e erudito), bateria, clarinete, canto lírico, contrabaixo elétrico, saxofone e regência de bandas.
(Imagem; Reprodução - Gov. dol Amapá)
O Governo do Amapá está erguendo um novo prédio no local do anterior, no centro de Macapá, com previsão para concluí-lo até o segundo semestre de 2017.
“O prédio terá uma área construída de aproximadamente 2.700m², com investimento de R$ 6,5 milhões. A obra iniciada em janeiro, terá cinco pavimentos.
O térreo será ocupado pelo estacionamento com 23 vagas, recepção e uma área externa de convivência com praça de alimentação. Já o primeiro pavimento vai reunir a secretaria escolar, diretoria, coordenação, sala dos professores, laboratório de informática com capacidade para 30 alunos, além da sala de instrumentos e biblioteca.
No segundo pavimento estará o núcleo de piano que possuirá dez salas, o núcleo de cordas que possui 17 salas subdivididas em 4 salas, um núcleo de canto com 2 salas de canto lírico e 1 de música de câmara.
O terceiro pavimento terá o núcleo de sopro que possui 18 salas. O quarto e último andar será para as atividades complementares e um auditório com capacidade de 322 pessoas. Todas as salas de aula terão isolamento acústico. O prédio contempla ainda um conjunto de banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais. (Fonte: Jornal Diário do Amapá)

domingo, 2 de abril de 2017

ESPECIAL - Memória Ferroviária do Amapá: 1876: Ferrovia de Santana (AP) já estava prevista de ser construída há mais de 140 anos

Um paraense previu a necessidade de uma ferrovia em frente à Ilha de Santana há mais de 140 anos,...
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução Google Images
...bem antes até mesmo do nascimento do lendário Augusto Trajano Antunes (1906-1996) que foi o idealizador da Estrada de Ferro da ICOMI.
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução Google Images
Leia, a seguir, a matéria de Emanoel Jordânio:
Por (*) Emanoel Jordânio
O extinto Jornal do Pará, um semanário que circulou no período de 1867 a 1878, considerado o órgão oficial de comunicação da antiga Província do Pará (a criação desse Estado Brasileiro somente ocorreria em 1889), publicava constantes relatórios da administração paraense, que descreviam as ações aplicadas pelos gestores das províncias e regiões administradas por militares, detalhando visitas oficiais e providências tomadas por essas autarquias.
Jornal do século XIX, com publicação em questão - Reprodução
Na edição 041 do dia 20 de fevereiro de 1876 desse jornal, é possível encontrar o trecho de um relatório apresentado ao Dr. Francisco Maria Correia de Sá e Benevides (que então assumia a administração da Província do Pará), pelo Senhor Domingos Soares Ferreira Penna (1808-1888), considerado um dos maiores desbravadores naturalista daquela época.
Numa parte desse relatório publicado, observa-se que em abril de 1875, Domingos Soares visitou as três maiores ilhas ribeirinhas (até então) existentes ao longo do Rio Amazonas – que eram as Ilhas de Mexiana, de Caviana – além da pequena e discreta Ilha de Santana, que já era famosa na História do Pará.
Trecho da matéria previa construção de ferrovia - Reprodução
A matéria do jornal faz um pequeno contexto histórico de cada ilha visitada pelo desbravador paraense, sendo que a última inspecionada é a Ilha de Santana, que ficava a menos de três léguas (cerca de 20km) da comunidade mais próxima, que era a cidade de Macapá.
Além de descrever as invasões estrangeiras que a Ilha sofreu entre os séculos XVI e XVII, o texto oficial encerra com um parágrafo que premedita a futura construção de uma ferrovia nas proximidades da Ilha de Santana, que ajudaria no progresso social e econômico, tanto para a cidade de Macapá como para o restante do Norte Brasileiro:
“Quando, porém, os recursos dos habitantes e do commercio de Macapá permitirem ou as conveniências políticas do Estado exigirem a construção de uma linha férrea da cidade para a costa fronteira à ilha de Sant’Anna, passando através da planície e dos campos que tanto a facilitam, aquelle magnifico canal, hade ser o porto da cidade e talvez um dos portos mais opulentos de todo o valle do Amazonas. Assim Deus o queira!”
No encerramento do conteúdo publicado, o autor da matéria deixa bem claro que a “vontade Divina” será realizada sobre sua previsão.
Vale ressaltar que essas visitas ribeirinhas, feitas por Domingos Soares à Ilha de Santana foram novamente confirmadas em 1885, através de outro periódico paraense.
Visita à Ilha de Santana postada em outro jornal - Reprodução
O Diário de Belém (que circulou de 1868 a 1889) publicou essas visitas do desbravador na edição do dia 15 de janeiro de 1885, reforçando com veemência as perspectivas que ocorreriam nessa pacata região, hoje pertencente ao município de Santana (AP).
Domingos Soares Ferreira Penna
Museu Paraense Emílio Goeldi
Arquivo / Coleção Fotográfica.
Tão bem elogiado pelas autoridades paraenses foi o citado relatório de Domingo Soares, que o mesmo acabou transformando-o em uma de suas três únicas obras (livro) publicadas em vida: “A Ilha de Marajó”, contém essas e outras valiosas informações históricas sobre comunidades e localidades antigas do atual Estado do Pará, tendo algumas cópias desse exemplo ainda existentes no Arquivo Público do Pará.
Dúvidas Históricas
A previsão feita na matéria publicada no jornal de 1876 abre vários leques de dúvidas a serem esclarecidas, algumas que ficarão sem respostas por um longo tempo.
As dúvidas chegam a ser tão grandes que envolvem até nomes importantes da História do Amapá, como o engenheiro Augusto Trajano Antunes, considerado um dos mentores pela construção da Ferrovia Santana-Serra do Navio.
“A ideia de se construir uma ferrovia partiu do Augusto Antunes (ex-presidente da ICOMI) por volta de 1948. O surgimento dessa premeditação histórica é mais antiga que o próprio nascimento do Senhor Antunes, que nasceu em 1906”, comparou o professor Carlos Rogério, que leciona História em escolas estaduais de Santana.
O professor ainda descreve o último parágrafo desse texto como uma “curiosa premonição que somente favoreceu os setores econômicos e sociais do Amapá”.
Outro importante nome da historiografia santanense é o professor Aroldo Vasconcellos, conhecedor e grande referência em assuntos relacionados à segunda maior cidade do Amapá (Santana), que também se mostrou surpreso com a “descoberta” que estava discretamente publicada em um extinto jornal do século XIX.
“Com certeza Domingos Soares (o desbravador) se mostrou uma pessoa experiente nessa região e sabia que a construção de uma ferrovia traria o desenvolvimento um povo pouco assistido como era esse lado do Amapá”, reconheceu Aroldo.
O professor também acredita que o desbravador estava ciente das suas opiniões a serem divulgadas, porém, não se sabia os motivos fundamentais para elas.
“Ele sabia que a instalação de uma ‘Maria Fumaça’ nessa região seria útil, mas até hoje não sabemos o que seria embarcado ou transportado nesses vagões ou para onde seria enviada essa mercadoria”.
Dúvidas como essas já cercam os simpatizantes e colaboradores fascinados pela História do Amapá, que agora buscam responder outras perguntas, como:
Das três ilhas paraenses que Domingos Soares visitou, por quê somente a Ilha de Santana que receberia esse privilégio de uma ferrovia? Por quê já previa a construção de um porto em frente à Ilha de Santana? Será que chegaram a traçar algo em mapa sobre essa ferrovia?
Enquanto que respostas são procuradas, as certezas que se podem agora assegurar estão descritas pelos pioneiros que achavam que a única ferrovia construída foi projetada pela ICOMI há mais de 70 anos, enquanto que um paraense já atentava por essa necessidade de interligar localidades distantes através do meio de transporte mais avançado naquele longínquo século XIX, que era a linha férrea.
(*) Editor do blog Santana do Amapá
Fonte: Artigo na íntegra no blog Santana do Amapá