quinta-feira, 26 de abril de 2018

Foto Memória do Comércio Amapaense: Farmácia Droga Norte

A Droga Norte, foi uma das primeiras farmácias da capital amapaense.
Seu proprietário Marlindo Martins Serrano, que chegou em Macapá em meados dos anos 1960, era um dos filhos do farmacêutico Francisco Serrano, dono da farmácia do mesmo nome, situada na descida da Rua Cândido Mendes, no centro comercial da cidade.
A Droga Norte ocupava uma das lojas situadas no entorno do Mercado Central, inauguradas pela Prefeitura Municipal de Macapá, em 1965, na época em que o prefeito do município era o Coronel Renêe de Azevedo Limmounchi, nomeado pelo Governador do então Território Federal do Amapá.
Marlindo dispensava a todos que o procuravam uma atenção especial, com uma palavra, um sorriso, e um excelente atendimento, além de seu inconfundível carisma.
Ele passou para o plano espiritual em 2010, mas seu legado de amor à profissão e à família, ficarão para sempre.
Fonte consultada: Comércio do Amapá – A História / FECOMÉRCIO-AP - 2018

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: A Pioneira Marlene Santos Leite

Nossa Foto Memória de hoje - compartilhada pelo amigo Heraldo Amoras – nos deu inspiração para que fizéssemos uma justa homenagem a uma pioneira do Magistério Amapaense.
(Foto: Reprodução de arquivo)
Tão logo recebemos a foto, enviada por ele, foi fácil reconhecer, num primeiro momento, que o rosto daquela professora que entregava o Certificado a ele, nos era familiar.
Imediatamente, procuramos uma pista para identificar aquela pessoa, cuja imagem estava bem nítida em nossa lembrança. Com a resposta dele foi desvendado o mistério e assim pudemos chegar à nossa ilustre homenageada. 
Trata-se da Professora Marlene Santos Leite, nada mais nada menos, que uma das filhas do saudoso Mestre Oscar Santos. Isso mesmo!
Daí para a frente, foi fácil. Com ajuda da amiga Lúcia Uchôa, neta de Mestre Oscar, juntamos as peças e montamos o quebra-cabeças.
Acompanhe, agora, a história de nossa Pioneira.
A paraense Marlene Santos Leite, nascida em 18 de maio de 1938, é a caçula dos 5 filhos do casal Oscar e Júlia Guedes dos Santos.
Marlene foi com seus pais para o Amapá e lá estudou no Grupo Escolar “Barão do Rio Branco”, onde também lecionou, do primeiro ao quinto ano. Antes disso trabalhou nas Escolas Paroquiais São José e São Benedito. 
Formou-se professora pela Escola Normal de Macapá, paraninfada por seu pai Mestre Oscar Santos. 
Fez o Curso de Habilitação pela CADES (Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário), para poder lecionar no ginásio. Se especializou em Matemática e foi professora, por vários anos, no Ginásio de Macapá.
Uma prova, é o registro histórico acima, em que a Professora Marlene entrega o Certificado ao aluno Heraldo Amoras, por ele ter concluído o Curso no Ginásio de Macapá (GM), em 1966.
Entre outras atividades que desempenhou, professora Marlene lecionou Educação para o Lar na Escola Estadual José de Anchieta; lecionou no MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), por dois anos, no Grupo Escolar Pará, depois passou a trabalhar como secretária nas Escolas Princesa Izabel, Perpétuo Socorro, José de Alencar e Cândido Portinari, até se aposentar. Foi Diretora substituta durante as férias das titulares nas Escolas Perpétuo Socorro e José de Alencar.
Nossa homenageada aprendeu a tocar acordeom com seu pai, mas não seguiu o caminho da música. Preferiu o magistério.
Professora Marlene, hoje aos 80 anos - embora com problemas de saúde e dificuldades de locomoção - mas lúcida, continua morando com o marido no distrito de Curiaú, município de Macapá.
Seu esposo é oriundo da comunidade. Não tiveram filhos naturais, apenas um casal de adotivos.

sábado, 21 de abril de 2018

Foto Memória de Macapá: Família Amoras na Fazendinha

Nossa Foto Memória de hoje, vem do arquivo particular da Família Amoras, com registro de alguns membros da família na praia de Fazendinha/AP, no verão de 1969.
A partir da esquerda: Edielson Bandeira, Haroldo Amoras(camisa preta), Marcos Farias e Heraldo Amoras.
Sentados: Halda Amoras, Haidêe Amoras, Heloísa Amoras Távora e Herivaldo Amoras.
O pai, Marcos Amoras e o filho Herivaldo, já estão no plano espiritual.
Fonte: Facebook

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Memória da Cidade: Biblioteca Pública de Macapá completa 73 anos de existência

Texto: Paulo Tarso Barros
Uma das instituições educacionais e culturais mais tradicionais do Amapá completa 73 anos de existência. Afinal, são mais de sete décadas de funcionamento contínuo. Nela já atuaram, como gestores, nomes importantes da educação e da cultura do nosso Estado (Lauro Chaves, Aracy de Mont’Alverne, Ângela Nunes, dentre outros), pessoas que deixaram sua marca e que hoje são relembradas pelo muito que contribuíram com várias gerações de alunos que passaram pela Biblioteca, seja fazendo pesquisa ou lendo obras literárias, biográficas, ensaios, manuseando jornais, revistas e outras publicações.
Fundada em 20 de abril de 1945, desde então a Biblioteca vem cumprindo seu papel como entidade que abriga um valioso acervo responsável pela formação educacional de milhares de pessoas e de suporte à pesquisa. Aberta das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, sempre recebeu os estudantes e a comunidade com muita atenção. Seus funcionários, a maioria oriundos da SEED, têm experiência e treinamento para orientar, apoiar e encaminhar todos os usuários aos locais mais adequados a cada tipo de pesquisa que se faz necessário, da mais simples à mais complexa.
Atualmente, em pleno século XXI, a Biblioteca está cada vez mais sintonizada com as demandas da modernidade, sendo um dos points mais frequentados por escolas, entidades culturais e educacionais, associações, Academia de Letras, professores em busca de mestrado e doutorado e alunos de todos os níveis que  encontram o espaço adequado para suprir as suas necessidades num mundo em que o conhecimento e a pesquisa ocupam cada vez mais um lugar relevante.
A Biblioteca conta com um acervo de aproximadamente 60 mil itens, entre livros, CDs, DVDs, revistas, panfletos, jornais (inclusive os primeiros jornais que circularam no Amapá, desde 1895 – no caso o Pinsônia) e os seguintes espaços: 
Sala Amapaense (livros e documentos com assuntos e temáticas do Amapá e da Amazônia); 
Sala Afro-indígena; 
Sala do Ensino Médio e Superior (que serve também como local de estudos e pesquisas); 
Sala Circulante (com obras literárias nacionais e estrangeiras disponíveis para leitura e empréstimo domiciliar); Sala de Artes; 
Sala Infanto-juvenil (que conta com o Grupo de Contadores de Histórias)...
e duas Salas com Jornais e Periódicos (com destaque para a Sala de Obras Raras); 
uma Sala de Braille e a Reserva Técnica (onde os livros são recebidos e distribuídos às salas).
A Biblioteca Estadual Elcy Lacerda é um espaço aberto, dinâmico, efervescente, muito democrático e o mais representativo das ações educacionais e culturais do Amapá. Seu atual gerente é o professor e escritor José Queiroz Pastana, que pela segunda vez ocupa o cargo.
Texto: Paulo Tarso Barros, escritor, editor e professor, funcionário há 14 anos da Biblioteca).
Fotos: Arquivo de João Lázaro, Paulo Tarso Barros e fotografias da Biblioteca.
Publicado originalmente em: escritoresap.blogspot.com.br 

terça-feira, 17 de abril de 2018

Foto Memória da Mineração Amapaense: O Pioneiro Cosme Jucá de Lima

Foto: Reprodução Tribuna Amapaense
A editoria do blog Porta-Retrato, vem agradecer a imprescindível colaboração do pioneiro Cosme Juca de Lima, que disponibilizou de seu arquivo pessoal, a coleção completa das Revistas “Icomi-Notícias” -    a primeira revista institucional a circular no Território Federal do Amapá - editada pelo Departamento de Relações Públicas da ICOMI, e distribuída gratuitamente aos funcionários da mineradora e para aqueles que gostavam de uma leitura diversificada.
As revistas - digitalizadas pelo pesquisador Rogério Castelo, editor do blog “Amapá, minha amada terra” – foram gentilmente cedidas a este editor, e assim enriquecem ainda mais o acervo de nosso blog.
Cosme Jucá de Lima, trabalhou na ICOMI, na mesma época em que também estive naquela empresa mineradora. Eu trabalhava na Secretaria da Gerência, em Santana e ele no controle de tráfego da Estrada de Ferro do Amapá – EFA. 
Na Rádio Difusora conheci o irmão gêmeo dele Damião Jucá de Lima, ex -cinegrafista e servidor aposentado da Tv. Amapá – Canal 6.
Conheça um pouco da história do amigo Cosme Jucá de Lima, extraída de uma reportagem publicada em 2013, no Jornal Tribuna Amapaense. Cosme, amapaense legítimo nascido em 1940, na localidade de Cassiporé, município de Oiapoque, filho de pais cearenses: Sr. Benedito Lima (carpinteiro) e Etelvina Jucá, (dona de casa). Com o falecimento de “seu” Benedito - e Cosme com cinco anos de idade - a família migrou para o município de Santarém (PA) onde residia uma tia materna. Lá permaneceram seis anos. Em 1950 retornaram para Macapá.
Cosme conta que o retorno não foi fácil para a família, que continuou tocando a vida na capital do então Território Federal do Amapá. Dona Etelvina mãe dele, viúva, era costureira e produzia mosquiteiros para vender no comércio local, principalmente para a Indústria e Comercio de Minérios S/A (ICOMI), que estava se estabelecendo em Santana.
Os filhos contribuíam para a renda da família. 
Além de estudar durante o dia, Cosme e seu irmão gêmeo, Damião, trabalhavam no horário noturno, carregando tijolos na antiga olaria territorial. Nessa época, tinham 12 anos de idade, isso até 1956, quando Cosme começou a trabalhar em uma loja de material esportivo, a “Casa Olímpia”.
Em 1957, com 17 anos, Cosme foi trabalhar na ICOMI, com a indicação de um amigo. Foi o funcionário de chapa nº 5139. 
Começou como oficie boy, depois telefonista, operador de rádio, controle de trem, até assumir a chefia de controle de tráfego da Estrada de Ferro do Amapá, administrada pela ICOMI.  
Durante o exercício das suas funções na mineradora, Cosme atuou na Serra do Navio, em Cupixi, Porto Platon, e por último voltou à sede da empresa, em Santana, onde se aposentou.
Um dos orgulhos de Cosme é a Estrada de Ferro do Amapá - a famosa EFA - que ele teve a honra de acompanhar e ajudar a administrar a sua construção, isso em 1957. Cosme conta que “em janeiro de 1958 a ICOMI fez o primeiro embarque de minério de manganês, no Porto Flutuante de Santana, construído com a mais avançada tecnologia da época, pois o porto acompanhava o aumento e a baixa da maré, sem causar problemas nos grandes navios que vinham receber os minérios".
A construção da Vila Amazonas e a de Serra do Navio, com a mais avançada arquitetura no meio da selva amazônica teve a ajuda de operários locais que revelaram extraordinária capacidade de adaptação ao novo trabalho e escalaram vários degraus acima e além dos níveis econômico e social em que viveram até então. Da noite para o dia, muitos que não tinham sequer remuneração regular, passaram a receber salários bem acima do salário mínimo regional. Cosme Jucá de Lima estava lá, para hoje contar a história.
 O atendimento social dado pela ICOMI era inseparável na Região Norte e Cosme relembra que o Hospital era de primeiro mundo e referência em todo o Brasil. "Os Hospitais de Santana e de Serra do Navio recebiam especialistas de todas as áreas médicas e de todas as nacionalidades. O sistema hoteleiro implantado competiu com os melhores do mundo, possuía da piscina à sauna, salão de jogos, tipo cassino".
Aos 34 anos Cosme Jucá de Lima se casou. A união durou 36 anos. Dela nasceram duas filhas, Danielli Quintas e Luana Quintas. Ao se aposentar, após 36 anos de serviço, Cosme retornou para Macapá e fixou residência na Avenida Mendonça Junior, e lá está há 25 anos. Cosme, hoje aos 78 anos de idade, já fez uma operação cardíaca e colocou uma ponte de safena e uma mamária, mas vive tranquilo em Macapá.
Texto adaptado de uma entrevista ao Jornal Tribuna Amapaense, publicada em 04/10/2013.

domingo, 15 de abril de 2018

Memória Ferroviária do Amapá - ESPECIAL - LITERATURA : Revistas "ICOMI-Notícias"

Prezados leitores do blog “Porta-Retrato”
Numa deferência especial de dois grandes amigos de Macapá, estamos disponibilizando neste post - para leitura, estudo e pesquisa dos interessados - uma riquíssima e rara fonte, com registro de um importante período da história da Mineração do Amapá.
Os dois amigos são: o pioneiro Cosme Jucá de Lima, ex-funcionário aposentado da Mineradora ICOMI e o pesquisador e blogueiro Rogério Castelo, editor do blog “Amapá, minha amada terra”.
Cosme Jucá de Lima, disponibilizou de seu acervo pessoal, a Coleção completa da conceituada Revista “Icomi-Notícias”, editada pelo Departamento de Relações Públicas da ICOMI, que circulou de Janeiro/1964 a Julho/1967, num total de 36 edições, publicadas.
Rogério Castelo fez a digitação de todas as edições, e gentilmente ofertou uma cópia de seu importante trabalho para enriquecer ainda mais nosso acervo histórico memorialista.
Conheça agora, com detalhes, a história da Revista “ICOMI-NOTÍCIAS”, num texto do pesquisador Emanuel Jordanio (*).
“Lançada em janeiro de 1964, “ICOMI-Notícias” foi a primeira revista institucional a circular no Território Federal do Amapá, sendo editada pelo Departamento de Relações Públicas da ICOMI, com tiragem mensal de 3 mil exemplares, distribuídos gratuitamente aos funcionários da mineradora e para aqueles que gostavam de uma leitura diversificada. Essa publicação era tão bem contemplada por seus realizadores que mereceu uma luxuosa festa em seu lançamento, ocorrida na noite de 18 de janeiro de 1964, na sede social do Santana Esporte Clube (Vila Amazonas).
Seu corpo editorial era composto de profissionais que já conheciam o ramo da comunicação regional, sendo eles: Euvaldo Simas Pereira (Redator-chefe), Mário Vasconcellos (Redator), Fernandes Lima (Revisor) e Mário Parpagnoli (Arte), Jorge Mota (Técnico-gráfico). As reportagens externas eram feitas por nomes como Eduardo Lyra Ferreira, Juarez Boas Novas Maués, José Antônio Aleixo e Edilson Sales Abrahim.
Com 34 páginas (muitas vinham coloridas), a revista abordava diversos assuntos de interesse local, pautando sobre os fatores sócio-econômicos e até políticos, onde também documentava a vida e o cotidiano social daqueles que habitavam nas vilas operárias da ICOMI, focando as ações empenhadas pela mineradora em prol do Amapá (atendendo nas melhorias do setor da saúde, da agricultura, da assistencial social, e outras áreas).
Os artigos publicados na abertura da revista eram mensalmente assinados por grandes autoridades que integravam a cúpula administrativa do Grupo CAEMI (Dr. Paulo Antunes, Hermelino Gusmão, Flávio de Miranda Carvalho, Francisco de Paula, e outros diretores), na qual expressavam com franqueza e otimismo os objetivos que a empresa desenvolvia para seus funcionários e para o povo do Amapá.
Tanto que na primeira edição da revista, o artigo inaugural seria de autoria do empresário Augusto Trajano Antunes (Presidente do Grupo CAEMI) onde descreveria os objetivos sociais desta revista assim registrado em um dos parágrafos do texto abaixo:
''Será a nossa revista também um elo de ligação com as demais comunidades do Território Federal do Amapá e com a própria Amazônia, da qual todos, individual ou coletivamente, formamos parte integrante. Estamos no Amapá – os amapaenses e os filhos de outros rincões nacionais – reunidos com o mesmo espírito de brasilidade, o mesmo apego à terra, o mesmo desejo de progresso e de ordem, os mesmos ideais. ICOMI NOTÍCIAS servirá a este propósito, não duvido, de concentração de esforços pelo bem comum, por passos mais largos de progresso do Território Federal do Amapá, nos campos da cultura, da economia e do fortalecimento social.”
Todos os eventos cívicos, esportivos e sociais, que eram constantemente organizados pela gerência da ICOMI no Amapá recebiam a cobertura fotográfica e contextual da Revista, assim como os projetos assistenciais mantidos pelas instituições criadas por seus colaboradores (como a realização de bingos beneficentes e a distribuição de roupas e comida para famílias carentes que residiam nas regiões próximas da mineradora).
A constituição administrativa de empresas locais como BRUMASA, COPRAM e IRDA (todas pertencentes ao Grupo CAEMI) também foram destaques nas páginas da Revista ICOMI Notícias, tornando-a pioneira na comunicação institucional no Amapá.
A partir junho de 1966 (edição 30), a revista tornou-se uma publicação bimestral em virtude de mudanças internas na ICOMI, porém, mantendo seu modo de informar os acontecimentos da mineradora. Circulou até julho de 1967 quando parte de sua equipe de redatores solicitou demissão do Grupo CAEMI, seguindo para outros Estados Brasileiros.
Resumindo: Durante o período de circulação, de Janeiro/1964 a Julho/1967, foram publicadas 36 edições, da conceituada Revista ICOMI Notícias."
(*)  editor do blog Memorial Santanense
Fonte: Memorial Santanense

Seguem abaixo, as 36 edições da Revista "Icomi Notícias". Boa leitura!
Clique no link numerado para abrir as edições: 
IN 1    IN 2    IN 3    IN 4    IN 5   IN 6   IN 7  IN 8  IN 9  IN 10 
IN 11  IN 12  IN 13  IN 14  IN 15  IN 16  IN 17  IN 18  IN 19 
IN 20  IN 21  IN 22  IN 23  IN 24  IN 25  IN 26  IN 27  IN 28  IN 29  
IN 30  IN 31  IN 32  IN 33  IN 34  IN 35  IN 36

sábado, 14 de abril de 2018

Foto Memória de Macapá: Time da Rádio Educadora São José de Macapá

Nossa Foto Memória de hoje - postada pelo amigo Mário Miranda, em sua página no Facebook - é um registro dos anos 70, em um campinho de pelada onde a Embratel tinha montadas as antenas parabólicas gigantes, no bairro do Beirol, na capital do Amapá.
São integrantes do time de futebol da Rádio Educadora São José de Macapá.
A partir da esquerda, vemos nas imagens, em pé: Mareco, Hermenegildo, Moisés Tavares, Sebastião Balieiro, Joaquim Neto e a motorista Josué Bahia.
No mesmo sentido, agachados: José Maria Coelho, Luiz Roberto Borges, Chiquinho, Mário Miranda e Fernando.
Fonte: Facebook

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Memórias da Praça da Matriz, em Macapá: Craque Jaime Lamas

Pegamos o gancho de uma crônica do jornalista João Silva, para extrair alguns dados e prestar nossa justa homenagem ao grande craque do futebol amapaense Jaime Lamas, que apareceu na imagem do time do Juventus publicada no Porta-Retrato, na quarta-feira, 11.
Jaime, nasceu em Macapá, há 72 anos,  em março de 1946, no tempo em que as noites na terra dos Tucujus eram iluminadas por lamparinas. Foi parceiro de pelada do Balalão, na infância feliz no Largo da Matriz.
É filho do folclórico carroceiro Ramiro Leite Lamas (em lembrança), que morava na esquina da Av. General Gurjão com a Rua Tiradentes, no antigo Bairro Alto, hoje Centro. Naquela época a Tiradentes se chamava José Serafim Gomes Coelho.
“Jaime jogou na FIJO (Federação Infanto-Juvenil Oratoriana), no Juventus, teve curta passagem no Manganês, de Serra do Navio. Excelente lateral-esquerdo, quarto-zagueiro, jogava também na meiuca e tinha duas esquerdas poderosas: a perna e o braço; perna para jogar com habilidade e o braço para nocautear quem pensasse que aquele rapaz tímido não era de nada. (...). Mesmo pobre estudou, formou-se bioquímico; há 5 anos sofreu um AVC, aposentou-se e decidiu morar longe da selva de pedra, das suas ruas barulhentas, cheias de carros e riscos de vida...Foi morar com a irmã no Distrito do Maruanum, perto da natureza, de onde nos chegam escassas notícias”. (João Silva)
                         (Fonte: João Silva, via Facebook)

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: Juventus Esporte Clube

Nossa Foto Memória de hoje, relembra um dos times mais importantes do futebol do Amapá: Juventus Esporte Clube.
Surgiu no seio da antiga Prelazia de Macapá, na Praça da Matriz, por iniciativa de sacerdotes italianos e revelou muitos craques para o futebol amapaense. Era dirigido por Humberto Dias Santos, que levou o Moleque Travesso ao tricampeonato na era do futebol amador.
Vemos nessa formação de 1966, no Estadio Municipal Glycério de Souza Marques, a partir da esquerda:
Em pé: Sr. Walter Banhos de Araújo, Lelé, Wanderley, Zé Marques, Jaime, Praxedes, Cadico e Círio Coutinho.
Agachados:  Haroldo Pinto, Enildo Amaral, Joca, Orlando Torres, Moacir Banhos, Isidoro (Pia-Pau) e Batista.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Foto Memória ARTE TEATRAL - “PLUFF O FANTASMINHA”, em Macapá

Por iniciativa dos membros da UECSA (União dos Estudantes Secundaristas do Amapá), nos idos dos anos 1959/1960, foi apresentada em Macapá, no palco do Cine Teatro Territorial sob a direção e participação de Cláudio Barradas, a peça "Pluft - O Fantasminha", tendo no elenco destacadas figuras da sociedade cultural amapaense, tais como, Guilherme Jarbas, Carlos Nilson, Antônio Farias, Adilson Araújo, Consolação Côrte, Alzira Reinaldo, Vera Lúcia Santos, entre outros.
(Fotos: Reprodução / UECSA / Arquivo de Sebastião Cunha)
“Pluft, o Fantasminha” é uma peça teatral infantil escrita pela dramaturga brasileira Maria Clara Machado em 1955, apresentada com os seguintes personagens:
Pluft - o fantasminha;
Maribel - Neta do Capitão Bonança;
Mãe - Fantasma;
Tio Gerúndio - Marinheiro Fantasma;
Xisto - primo fantasma;
Prima bolha - agente da polícia secretíssima fantasma;
Julião - Marinheiro;
João - Marinheiro;
Sebastião - Marinheiro;
Perna de pau - Marinheiro Pirata;
Capitão Bonança - Capitão;
Naftalina Vaporosa - esposa do Tio Gerúndio
Conta a história do rapto de uma menina (Maribel) pelo malvado pirata Perna-de-Pau. Escondida no sótão de uma velha casa, ela conhece uma família de fantasmas e faz amizade com Pluft, um fantasminha que tem medo de gente.
A peça foi encenada pela primeira vez pelo Tablado no Rio de Janeiro, em setembro de 1955, com direção da própria autora, e recebeu o prêmio APCA(Associação Paulista de Críticos de Arte). (Wikipédia)
Foto: Reprodução / Jornal do Feio



Cláudio Barradas - teatrólogo, ator e padre - apaixonado pelo teatro, foi um dos fundadores da atual Escola de Teatro e Dança da UFPA, mas por quase duas décadas abandonou os palcos para se dedicar somente ao sacerdócio. Mas nunca deixou de amar o teatro, para onde acabou retornando.
Considerado um ícone dos palcos paraenses, Cláudio Barradas, aos 87 anos, hoje cônego, celebra missas na Igreja das Mercês, no bairro da Campina, em Belém do Pará. Mas no currículo, atuou como jornalista, ator e diretor de radionovela da Rádio Clube na década de 1950. Também foi ator de teleteatro na extinta TV Marajoara. (Lais Azevedo/Diário do Pará)
Fonte: Wikipédia e DOL

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Foto Memória de Macapá: Praça Barão do Rio Branco

Nossa Foto Memória de hoje, nos mostra um  clique da Praça Barão do Rio Branco com sua arquitetura original, como foi concebida no início do Território Federal do Amapá. Com seus bancos e luminárias antigos. Hoje nada disso existe mais.

domingo, 8 de abril de 2018

Fotos Memória do Futebol Amapaense: Torneio Início de Futebol da FAD, de 1964

A Revista “Icomi-Notícias” patrocinou, em 1964, em Macapá,  o Torneio Início de Futebol da Federação Amapaense de Desportos – FAD, sob a presidência do Ten. Uadih Charone.
A abertura da temporada oficial foi realizada dia 15 de maio, com a participação de nove clubes: Amapá, Esporte Clube Macapá, Santana, Cea Clube, América, Trem Desportivo Clube, Atlético Latitude Zero, Juventus e Municipal.
O torneio teve como vencedor o Trem Desportivo Clube, que recebeu um rico troféu, entregue ao capitão da equipe campeã, pelo Coordenador da revista, Wilson Bellerophonte de Lima.
No domingo dia 17, foi realizado o Torneio de Apresentação dos times da 2ª Divisão, com a participação de Ipiranga, Independente, Fazendinha, Santa Cruz, 7 de Setembro e Ypiranga Clube.
O vencedor – Guarani Atlético Clube – recebeu uma copa e uma bola “Drible” oficial.
O desportista Stephan Houat, Vice-Presidente da FAD, fez a entrega da copa ao atleta José Gomes, capitão da equipe vencedora.
Fonte: Revista “Icomi-Notícias”

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Foto Memória de Macapá: Encontro entre amigos

Nossa Foto Memória de hoje foi postada pelo amigo Manoel Sobral de Souza, em sua página no Facebook.
Trata-se de um flagrante registrado no meado dos anos 1970 na Granja 4 Anjos, em Santana, de propriedade do saudoso Wilson Tavares Batista (em lembrança), ex-funcionário da ICOMI, e mais três amigos.
A partir da esquerda estão na imagem Manoel Sobral. Gilberto Semblano, Albino Coutinho e Wilson Batista.
Manoel Sobral e Albino Coutinho também trabalharam na empresa ICOMI – Indústria e Comércio de Minérios S/A.
Fonte: Facebook

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Falecimento: Morre em Macapá a professora Marizete Amador Alencar

Registramos com pesar o falecimento no início da noite desta segunda-feira, 02, em Macapá, da professora aposentada, Marizete Amador de Alencar, aos 73 anos de idade.
Foto: Reprodução / Facebook
A educadora sofria de diabetes há um ano e meio e estava internada no Hospital São Camilo e São Luís, mas faleceu em decorrência de septicemia (falência múltipla dos órgãos).
Professora Marizete, como era conhecida, atuou em várias unidades escolares da capital amapaense. O velório aconteceu na Capela Santa Maria, na Rua Hamilton Silva e o sepultamento ocorreu ao final da tarde de ontem, dia 03, no Cemitério São José, no bairro Santa Rita.
Natural de Macapá, Marizete de Alencar nasceu no dia 02 de fevereiro de 1945.  Era filha de Raimunda Martins Brandão. Foi docente das escolas Vicente Rêgo Barros, Coaracy Nunes, Princesa Izabel e Irmã Santina Rioli. Teve sua última atividade profissional, por muitos anos, na biblioteca do Centro Estadual de Língua e Cultura Francesa Danielle Mitterrand.
Marizete deixa esposo, o também professor Otni Miranda de Alencar, 5 filhos (Otoniel, Otiniel, Otizete, Otinete e Otni Júnior), 8 netos e 2 bisnetos.
Que sua alma tenha o descanso eterno!
Expressamos nossas sentidas condolências ao professor Otni Alencar, à toda a família e familiares, por tão grande perda!
Com informações do  Jornal Correio Amapaense

terça-feira, 3 de abril de 2018

Memória da Cidade de Macapá: O Pioneiro HUMBERTO CRUZ

Hoje prestamos justa homenagem a um profissional da fotografia que tem uma larga folha de serviços ao Amapá.
O grande Mestre Humberto Cruz, memória viva da arte fotográfica em Macapá.
O Pioneiro HUMBERTO CRUZ, nasceu em Soure, na ilha de Marajó, no Pará em 1927, filho de Mário Cruz (descobridor das primeiras pedras de manganês do Amapá) e Eufrásia da Silva Cruz. Completará, em 2018,  91 anos de vida, no dia 08 de agosto.
Casado com Dina Andrade Cruz, com quem teve 04 filhos, que lhes agraciaram com 03 netos e 03 bisnetos.
Chegou a Macapá em 1949, no governo de Janary Nunes, trabalhou como aprendiz de laboratório de fotografias, com seu irmão Guilherme Cruz, responsável pelas fotos da Polícia Civil. Logo após a saída de Guilherme, da função de fotógrafo do governo, foi nomeado para substituí-lo e assumiu o posto em 1952. Humberto foi durante vários anos fotógrafo oficial de vários governadores que pelo Amapá passaram. No governo do General Luiz Mendes da Silva, esteve licenciado da função e durante esse período, foi trabalhar com o pioneiro construtor, Walter do Carmo, fazendo o “making off” das obras em andamento, registrando em fotos a construção da BR-156 e edificações erigidas por aquele empreiteiro. Com essa atividade de registro de obras de construção de rodovias e prédios públicos, ganhou projeção internacional, com seu trabalho sendo reconhecido em Bueno Aires, na Argentina. Suas inspirações para aperfeiçoar sua arte de fotografar, foram o francês radicado no Brasil, Jean Manzon, o magnífico fotógrafo de celebridades Indalécio Wanderley e o repórter-fotográfico, David Nasser, todos consagrados na inesquecível revista O Cruzeiro.
Inovou na profissão. Foi o primeiro a fazer cobertura de casamentos, batizados e festas particulares para a sociedade amapaense na década de 50. Seus serviços bastante solicitados, e seu profissionalismo se tornou referência na arte de fotografar.
Retirou-se da vida pública no governo de Anníbal Barcellos, com relevantes serviços prestados à sociedade amapaense.
HUMBERTO CRUZ, por esses feitos é justamente homenageado como um notável edificador do Amapá.
Texto do historiador e colaborador do Instituto Memorial Amapá, Wank do Carmo.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Foto Memória de Macapá: Pioneiro Nelson Bandeira

Hoje, prestaremos nossa homenagem "em lembrança" ao Sr. Nelson Bandeira, fundador da primeira funerária de Macapá.
Reportagem e texto de Édi Prado, com atualizações e adaptações para o blog Porta-Retrato, com a devida anuência do autor.
Imagem: Reprodução / Jornal do Dia
O Pioneiro Nelson Bandeira, nasceu em 15 de maio de 1925, na localidade de Limão do Curuá, arquipélago de Bailique/PA. Viveu sua infância em Oiapoque, quando este ainda pertencia ao estado do Pará. Depois se mudou para Soure/PA, onde foi estudar e lá aprendeu o ofício de marceneiro. Retornou para a localidade de Cassiporé, ao norte do Amapá, e algum tempo depois foi para a capital Macapá, a convite do Sr. Francisco Aimoré  Batista, Comissário de Polícia.
Começou a trabalhar na residência do governador. Por volta de 1950, instalou sua primeira funerária na cidade, com o nome de “Armador São José”, situada na avenida beira mar, onde hoje fica a Praça Zagury.
A cidade era pequena. Seu Nelson foi pioneiro nesse setor. Ajudou muita gente. Fazia caixões de graça para pessoas carentes. Sentia-se penalizado com o sofrimento dos familiares que não tinham condições de arcar com as despesas.
De transporte, só havia uma Kombi preta da Prefeitura e todas as vezes que ela passava num cortejo fúnebre, as pessoas se benziam, corriam, fechavam as portas, se ajoelhavam, se levantavam todas; diziam que não prestava ficar deitado nessa hora, porque a morte poderia passar e levá-las. Era um misto de respeito, reverência para com o falecido e abusão(superstição) ou busão como diziam os antigos.
Depois da Praça Zagury, ele se mudou para a Av. Coriolano Jucá, até 1954, indo posteriormente a Av. Raimundo Álvares da Costa.
Seu Nelson foi casado do Dona Marina Barbosa Bandeira, com a qual teve quatro filhos. E um deles – Edielson Bandeira – seguiu a profissão do pai e hoje mantém a Funerária São José, na esquina da Rua Jovino Dinoá com a Av. Profª Cora de Carvalho, no Centro. (Édi Prado)
Fonte: Matéria publicada originalmente – na íntegra - pelo jornalista Édi Prado, na edição dos dias 12 e 13 de julho de 1987, do Jornal do Dia.

domingo, 1 de abril de 2018

Memória da Cidade de Macapá: OITO ANOS DO BLOG PORTA-RETRATO

Foi numa quinta-feira, em 1 de abril de 2010, que publicamos o primeiro post do blog Porta-Retrato. 
E a partir daí não paramos mais. 
Hoje, com um ritmo um pouco mais lento, mas sempre firme no propósito de manter viva a Memória do antigo Território Federal do Amapá.
Tudo graças à colaboração de muitas famílias de pioneiros, que acreditaram no propósito do blog e continuam abastecendo nosso acervo com verdadeiras relíquias.
São flagrantes históricos registrados por profissionais pioneiros da fotografia, que marcaram sua presença na Macapá de outrora e nos deixaram um pouco de seu indelével trabalho.
Somos gratos a todos!
Imagem: Reprodução / Facebook / Chico Terra
E para ilustrar o post comemorativo dos oito anos de vida do blog, trazemos neste 1º de abril de 2018, uma foto que homenageia alguns desses profissionais da fotografia que ainda se encontram entre nós para a alegria de amigos e familiares.
Nossa homenagem póstuma ao pioneiro Guilherme Cruz, que prestou muitos serviços fotográficos ao povo do Amapá, juntamente com a valorosa equipe do Foto Cruz.
Fonte: Facebook

sábado, 31 de março de 2018

Memória da Cidade de Macapá: Você sabe o que significa Beirol?

Articulista Nilson Montoril de Araújo – professor, historiador, radialista, blogueiro e atual Presidente da Academia Amapaense de Letras – em um artigo recém-publicado no Jornal Diário do Amapá, conta com riqueza de detalhes, o verdadeiro significado da palavra beirol.
“Três tipos de falésias existiram em Macapá, na margem esquerda do Rio Amazonas. 
Imagem: Reprodução / Arquivo Histórico do Amapá
Imagens: Reprodução / Google
Imagens: Reprodução / Google
Imagens: Reprodução / Google
Imagens: Reprodução/"Blog Canto da Amazônia"
As falésias da Fortaleza de São José se destacaram mais, tendo entre 5 a 6 metros de altura. À esquerda da imponente fortificação, um pouco além do Igarapé do Igapó tinha início outro trecho, que correspondia ao perímetro entre a área da antiga Rua da Praia, até o torrão cortado pela Rua Cândido Mendes de Almeida. Nessa parte elevada foram edificados o Fórum de Macapá, atual OAB, Residência Governamental, Posto de Puericultura Iracema Carvão Nunes, Casa Maternal, Rádio Difusora de Macapá, Laboratório de Análises Clínicas, Escola José de Alencar e várias residências. Em termos de vias públicas, podemos enquadrar o trecho entre as Avenidas Padre Júlio Maria de Lombarde e Matheus de Azevedo Coutinho. À esquerda da Fortaleza, a partir do ponto onde foi aberta a Avenida Ataíde Teive, até o prédio do Sesc/Araxá, ainda podemos ver sinais evidentes da terceira falésia, notando o quanto ela é alta.
A toda esta extensão de terra, os militares da Fortaleza chamavam de beirol. A designação é bem interessante e não aparece nos dicionários brasileiros. A rigor, nem em Portugal a palavra é empregada. Então, qual a origem do vocábulo? Existiu em Portugal, uma casa de detenção denominada “Prezidio de Beirollas”, certamente erguido em área de falésias à beira mar. Beirollas passou a ser escrito como beirola, significando beirada ou beira, correspondendo a uma espécie de paredão de terra. Originaram-se de beirola as palavras beiranita, beiranito, beiredo, beiró, beirô, beiroa e beirão, que é o feminino de beirola e quer dizer habitante da beira.
Consta que por ocasião dos exercícios de tiro com canhões instalados no baluarte Madre de Deus, os artilheiros das forças aquarteladas na Fortaleza usavam como alvo, uma parte do paredão ou beirol, na área onde surgiu a comunidade de Mucajá. O nome beirol voltou a ser mencionado após a instalação do Território Federal do Amapá, haja vista que a área do atual bairro macapaense foi escolhida para ser concedida às pessoas interessadas em desenvolver atividades próprias do setor primário. Os lotes, com cerca de 500m de frente por 500 de fundo, deveriam abrigar projetos de criação de aves, suínos, bovinos e produção de verduras e frutos. Infelizmente, alguns dos contemplados com lotes não permaneceram o tempo necessário para tocarem seus projetos. 
Imagens: Reproduções / G1-AP, Google e Blog Porta-Retrato
Apenas dois detentores de lotes levaram em frente suas iniciativas; Cláudio Carvalho do Nascimento e Antônio Barbosa, o dono da Vacaria(vide fotos acima). Atualmente, apenas o primeiro permanece residindo no lote recebido. Ali, ele criou gado e desenvolveu outras importantes atividades. Sua propriedade ficava bem isolada do centro de Macapá e boa parte do terreno era alagada. Nem o trecho da estrada Macapá/Fazendinha passava em frente de sua casa. Aos poucos, o Beirol foi sendo ocupado por novos moradores de Macapá, que não conseguiram terreno do Trem. 
Imagem: Reprodução / IBGE
Em 1949, o Beirol sediou uma Colônia Prisional, o primeiro presídio da cidade. Antes dele, os presos com penas mais drásticas iam cumpri-las em Belém, no Presídio São José. Os demais ficavam na Fortaleza. Os apenados do Beirol criavam aves, suínos e plantavam árvores frutíferas, principalmente caju. 
Por causa disso, o presídio era identificado como Cajual. Num espaço hoje ocupado pela Igreja de São Pedro e um posto de saúde do Lions Clube, foi construído um forno crematório.
A rodovia Macapá Fazendinha, perímetro da atual Jovino Dinoá, começava na Avenida Feliciano Coelho e passava entre o Presídio e o forno crematório. No segundo semestre de 1949, quando o governo amapaense decidiu construir um estádio de futebol, nos termos exigidos pela Confederação Brasileira de Desportos e Fifa, uma área próxima à Colônia Prisional São Pedro foi escolhida, mas descartada por ser julgada distante do centro de Macapá. O Estádio Territorial, depois Municipal, e mais tarde Glicério Marques, despontou um pouco além da Favela. Na área litorânea do bairro Santa Inês, originalmente chamada Vacaria, as águas do Amazonas lavavam o terreno baixo inundável. O aparecimento do Araxá foi obra de Pauxy Gentil Nunes, que ali fixou um rudimentar balneário para uso nos fins de semana. O acesso era feito pela estrada Macapá/Fazendinha, da mesma forma que hoje prevalece, através da Rua Jovino Albuquerque Dinoá.”(Nilson Montoril)
Texto de Nilson Montoril publicado originalmente na edição do dia 10 de março de 2018, no Jornal Diário do Amapá.