segunda-feira, 22 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Casas de moradores da área da antiga Vacaria, em frente à cidade

Mais um registro de meus arquivos de memórias. Foi-me enviado, há algum tempo, pelo meu confrade e parceiro do blog, Paulo Tarso Barros.
A foto é de 1983. Imagens de casas erguidas na área da antiga Vacaria, bairro que hoje recebe o singelo nome de Santa Inês. 
Na época, essas casinhas de madeira foram construídas pelo governador Anníbal Barcellos, que também fez muitas outras no bairro Igarapé das Mulheres - atual Perpétuo Socorro.
Do deslocamento de muitas famílias da Baixada do Elesbão, foi criado o bairro Nova Esperança, na década de 70.
Fonte: Paulo de Tarso Barros - ( Recorte de jornal ) - Facebook

domingo, 21 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Marituba, Humberto Santos e "Peixeiro" (In memoriam)

Revirando meu acervo digital, foi encontrada uma foto, tirada no Estádio Glycério Marques, de dois times de futebol, que ainda estamos identificando.
Entre os integrantes das equipes, figuravam três pioneiros do esporte do Amapá, os desportistas Raimundo Pessoa Borges - Seu Marituba, Chefe Humberto Dias Santos e o Guarda Territorial "Peixeiro".
Pela raridade e relevância histórica, estamos trazendo de forma separada, a imagem dos três Pioneiros, especialmente editada para o Porta-Retrato.
É mais uma Foto Memória do Esporte Amapaense!
Sr. Raimundo Pessoa Borges, o Marituba, é o primeiro da esquerda, com o uniforme de juiz. Foi desportista amapaense, e durante longos anos defendeu as cores, e foi Diretor do Amapá Clube. Após deixar o futebol, tornou-se árbitro de futebol, em Macapá. Já é falecido! Marituba era funcionário da Prefeitura de Macapá e exercia suas atividades funcionais na administração do Mercado Central de Macapá.
No meio dos três encontramos o Chefe Humberto Dias Santos, outro destacado desportista que prestou relevantes serviços ao Amapá e ao seu povo.
Chefe Humberto Álvaro Dias Santos, era natural do Pará, onde desde cedo já praticava esportes, principalmente o futebol, sempre com a orientação de seu pai, grande desportista de Bragança, e pelos seus professores e chefes escoteiros. Em 1947 recebeu e aceitou convite do presidente do Esporte Clube Macapá, Acésio Guedes, para jogar em Macapá, e lá chegando conseguiu emprego na Legião Brasileira de Assistência (LBA).  Foi um dos fundadores do Juventus Esporte Clube, reestruturou o São José (Sociedade Esportiva e Recreativa São José), e também foi um dos fundadores do Trem Desportivo Clube em 1947. Como escoteiro, Humberto Santos participou da fundação da Associação de Escoteiros Veiga Cabral.  Em 1953 juntou-se ao padre Vitório Galliano e Expedito Cunha Ferro para a fundação da Tropa São Jorge, com a participação de jovens do Oratório São Luiz, da Paroquia de São José (Casa dos Padres). Também participou da construção do Grupo de Escoteiros Veiga Cabral, que passou a ser denominado de Centro Educacional do Laguinho. Em 1947 participou na organização, documentação e fundação do Grupo de Escoteiros do Mar Marcílio Dias. Amante do Teatro, encenou no Barracão dos Padres e no Centro Educacional do Laguinho, com a participação da então jovem carnavalesca Alice Gorda, peças teatrais como “Dona Baratinha”, “João e Maria”, “O Cordão do Papagaio”, “O Cordão do Urso”, “Boi Pai da Malhada”, “Cordão do Uirapuru”, “Cordão do Japim”, “Martim Pescador” e outras de cunho folclórico. Seu ingresso na política foi como candidato a vereador de Macapá, fazendo sua campanha junto ao eleitor jovem, recebendo muito apoio. Tomou posse no dia 1º de janeiro de 1970. Seu trabalho no legislativo provocou uma série de reeleições, permanecendo até 1988, somando-se 18 anos de trabalhos voltados às comunidades carentes distantes de Macapá, como o Bailique, e as regiões da Pedreira e do Pacuí.  Se casou com Gilberta Araújo dos Santos. Aposentou-se pela LBA. Faleceu em Macapá, em 2 de setembro de 1997.
O terceiro à direita é o Guarda “Peixeiro”; foi um conhecido servidor do Governo do ex-Território Federal do Amapá, que desempenhava suas funções na Guarda Territorial como Agente de Trânsito. Como desportista, foi bandeirinha e árbitro de futebol. “Peixeiro”, já falecido, foi um pioneiro que, a exemplo dos dois anteriores, prestou relevantes serviços ao Amapá.
Fonte: Informações sobre Humberto Santos, de Edgar Rodrigues.

sábado, 20 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Time do Amapá Clube, campeão de 1986

Trazemos hoje para os amigos leitores do Porta-Retrato, mais uma Foto Memória, extraída do riquíssimo acervo do Bar Du Pedro. É uma coletânea considerável de registros fotográficos, que retratam a história e a memória do esporte, na capital amapaense. E esse acervo está exposto em quadros na parede do bar, ao inteiro dispor de seus frequentadores e/ou visitantes.
Em pé: Orlando Santana, Osmar Ribeiro, Bico, Dida, Peri, Zé Preta, Dalmo,Bobó e Nata
Agachados: Jonas, Valdez, Finé, Matheus, Valdir, Juca e Neves
O enfoque de hoje é uma foto de 1986, tendo nas imagens jogadores do Amapá Clube, com faixas de Campeão daquele ano.
O Amapá, o clube mais antigo do estado, foi fundado em 23 de fevereiro de 1944, pelos pioneiros Eloy Nunes Monteiro, Francisco Serrano, Pauxy Gentil Nunes, Newton Cardoso, Jose Serafim Coelho, João Vieira de Assis, Glycério de Souza Marques, Raimundo Nonato Araújo Filho, Raimundo de Campos Monteiro e Zoilo Pereira Córdoba. Janary Gentil Nunes, que governava o ex-Território, na época, participou da reunião, mas não assinou a ata de fundação, pois tivera que ausentar-se antes do término da mesma.
Ao amigo Vadoca Ribeiro - alfaiate e ex-jogador de futebol – nosso agradecimento pela ajuda na identificação dos atletas.
Fonte: Bar Du Pedro

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Casamento do empresário Laurindo dos Santos Banha

Fotos Memória de hoje, foram compartilhadas via Facebook, pela amiga Maria Heliete Silva, filha do piloto Hamilton Silva, que serviu de dama de honra no casamento de Nair da Silva e Laurindo dos Santos Banha, em 05 de julho de 1958.
Laurindo dos Santos Banha foi um conhecido empresário macapaense, onde nasceu em 17 de janeiro de 1932, que teve destacada atuação por mais de quatro décadas com a família Zagury. Trabalhou no comércio com Dona Sarah Roffé Zagury; administrou o antigo Bar e Sorveteria Central; controlou as vendas do Flip Guaraná; foi Gerente da Agência de Aviação Cruzeiro do Sul e do Consórcio da Ford, em Macapá, e terminou como sócio dos empreendimentos.
No campo político foi eleito Vereador pelo Município de Macapá, e compôs a primeira legislatura da Câmara de Vereadores de Macapá, em 1969.
Foi um dos fundadores da antiga Companhia Amapaense de Telefones, depois Teleamapá, onde exerceu o cargo de Diretor Financeiro e Conselheiro Fiscal. Foi Juiz Classista na junta de Conciliação do Ministério do Trabalho e membro do Conselho Fiscal da CEA, além de companheiro do Lions Clube de Macapá.
Laurindo Banha e Nair da Silva se casaram dia 05 de julho de 1958, em cerimônias cível, ...
... no antigo Fórum dos Leões, e religiosa na igreja matriz de São José.
Seu falecimento ocorreu no dia 19 de dezembro de 1988, aos 56 anos de idade, deixando saudosos sua esposa D. Nair Da Silva Banha, seus filhos Nizia Lúcia Banha Freire, Luís Nei da Silva Banha, Nelbi Lene da Silva Banha e Lair Nilson da Silva Banha.
Por iniciativa do vereador Jarbas Gato, autor do projeto aprovado em sessão da CMM, o prédio da Prefeitura Municipal de Macapá recebeu a denominação de “Palácio Laurindo dos Santos Banha”, numa justa homenagem póstuma ao ilustre homem público.
Fontes: Memorial Amapá
Com informações de Coaracy Barbosa e João Silva

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense:: Time de Basquete do Colégio Amapaense

A Foto Memória de hoje, foi compartilhada pela amiga Maria Dorotéa de Lima, em sua página no Facebook.
Como a Dorotéa, não sabia maiores detalhes sobre a foto, pedimos ajuda ao amigo Luiz Façanha, que também aparece nas imagens, e o mesmo gentilmente nos auxiliou na identificação dos atletas.
Luiz conta que a “foto foi batida em 1971, na quadra anexa à área onde existiu a Piscina Territorial. Diz ainda, que “esses atletas que aí estão formavam o time de basquete do Colégio Amapaense da época.
Segundo Luiz Façanha, “estão nas imagens, a partir da esquerda, em pé, Zeca Furtado, Guara Lacerda, Rohan Lima, Aluízio Teixeira, Raimundo Façanha Guedes (miudinho), Anselmo Ramos (major), Edson(jaburanta)” e ele próprio, Luiz Façanha (na época, já professor de Educação Física, aí na função de técnico).
“Agachados na mesma ordem: Carlos Bezerra (de barba), Eugênio Oliveira de Almeida, Valdir Ribeiro, José Arcângelo Pinto Pereira, Buiá (filho do pioneiro José Maria Chaves) e Luiz Otávio Vieira Viana.”
Luiz encerra lembrando que “desses astros de então, não estão mais entre nós os seguintes: Zeca Furtado, Guara Lacerda, Anselmo Ramos e Buiá.”
Fonte: Facebook

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Dois momentos de Mané Garrincha, no Amapá

Seguem para os leitores do “Porta-Retrato”, dois momentos do craque Mané Garrincha, em solo amapaense.
O primeiro momento em uma foto enviada ao blog pelo amigo Ronaldo Mota Borges.
Nas imagens aparecem ele, Ronaldo, pela Rádio Educadora São José, e Ubiratan Silva, Bira (com fone  de ouvido), pela Rádio Difusora de Macapá, fazendo a cobertura da visita do craque Mané Garrincha ao Amapá, em 1973, no Estádio Glycério Marques.
O segundo momento foi registrado pelo jornalista João Silva, no blog dele, num post publicado em 20 de julho de 2014.
Balalão, como é conhecido, noticiava, o destaque de uma reportagem que ele fez, quando era correspondente da Revista Placar, no Amapá. Sua matéria, foi destaque em uma exposição realizada, em 2000, na cidade de Curitiba, Paraná, que reuniu reportagens de todo o País sobre a vida de Mané Garrincha, que foi ao Amapá em 1973. 
A exposição foi realizada na Estação Shopping Multiuso, na capital paranaense e a reportagem foi selecionada pelo critério curiosidade, com fotografia do Horácio Marinho e texto do João Silva. 
“O texto conta a historia de um garoto chamado Oleno Amanajás, que jogava na juvenil do São José com excelente desempenho e sonhava em ascender ao time titular do Padroeiro, mas tinha uma deformidade no braço esquerdo, provavelmente provocada por uma meningite durante a infância,  o que parecia nada influenciar no seu desempenho, muito elogiado pelo técnico Humberto Santos e o seu auxiliar Vasquinho, treinador das categorias de base do tricolor do Laguinho.” 
“Na sua vinda à Macapá, Mané viu Oleno com o uniforme do São José e se comoveu com a história do rapaz; 
Garrincha o abraçou afetuosamente, posou para foto a seu lado, e fez questão de lembrar da própria história, também de superação, para incentivar Oleno a não desistir do seu sonho. O encontro deu-se no gramado do Estádio Glycério Marques e resultou na reportagem  “Futebol se joga com as Pernas”, publicada na Revista Placar, acabando por obter, em nível nacional, a indicação para fazer parte da exposição  “Garrincha, o Astro das Pernas Tortas”, conclui João Silva.
Fonte: Facebook

terça-feira, 16 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Jovem Amujacy Alencar e um amigo

Esta relíquia histórica foi repassada ao blog pelo amigo Floriano Lima.
Faz parte de uma coletânea de fotos que pertenciam ao acervo do Amujacy.
Nas imagens, sem data, dois jovens foram clicados, na área interna da Piscina Territorial, tendo ao fundo parte da parede lateral e telhado do Cine Teatro Territorial. 
Em princípio, pela incrível semelhança, imaginávamos que o moreno ao lado do Amujacy Alencar fosse o amigo Sebastião Cunha. 
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NOTA DO BLOG: Ao ver a matéria, o próprio Sebastião, entrou em contato com o blog para informar o equivoco, e confirmar não ser ele na imagem referida. 
Com nossos pedidos de desculpas a ele e aos nossos leitores, refizemos as legendas e republicamos a matéria correta. O Editor.
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Amujacy Borges de Alencar, foi proprietário do Bar “Gato Azul”, que funcionou na esquina da Av. Presidente Vargas com Rua São José, no mesmo local do antes consagrado Elite Bar, do Sr. João Assis. Depois que deixou a Amapá, Amujacy viveu por muitos anos em Fortaleza, capital do Ceará, onde faleceu. Amujacy foi um dos fundadores do Bloco "A Banda".
Fotos de Arquivo

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Mané Garrincha no Glycerão

Em 1973, Mané Garrincha, o maior “ponta direita” do futebol mundial foi fazer um jogo de exibição em Macapá
O historiador Nilson Montoril, conta pra gente, como foi a passagem do “craque” pela capital amapaense. 
“Ele estava sem clube e precisava de dinheiro para sua subsistência. Cobrava quatro mil cruzeiros para vestir a camisa do time que pagasse o cachê. Quando as despesas eram pagas mediante coleta feita por dois clubes rivais, Mané Garrincha jogava um tempo por cada agremiação. Jogava não é o termo preciso para ser aplicado, mas a torcida vibrava quando ele dominava a bola e saia driblando seus adversários. Na maior parte do tempo o “Demônio das Pernas Tortas” recebia a bola e fazia lançamentos preciosos a seus companheiros.
Garrincha desembarcou em Macapá na manhã do dia 11 de agosto de 1973. Já havia vestido a camisa de 13 clubes no giro realizado no Nordeste. Ficou hospedado no decadente Macapá Hotel. Louco por passarinhos, ele demonstrou interesse em conhecer quem tinha a mesma mania. Apresentaram-lhe o Chefe Escoteiro Humberto Santos, que entre outros pássaros criava um rouxinol, o “Preto”, pelo qual o Mané se apaixonou. Deram-lhe uma gaiola com um curió e um alçapão. Arranjaram-lhe como guia o índio Tunari, que passava a maior parte do tempo na recepção do Macapá Hotel vendendo artesanatos indígenas que fabricava. O Tunari e o Garrincha tinham um ponto em comum: apreciavam a marvada pinga. .
Uma rápida solenidade ocorreu no centro do campo, estando presente o Prefeito Municipal de Macapá, Lourival Bevenuto da Silva. A proprietária do “Armazém Colorado”, esposa do desportista Bernardino Sena, entregou ao Garrincha uma rosa de prata. Ficou acertado que o Mané atuaria um tempo pelo Ypiranga e um tempo pelo São José, os dois maiores rivais do futebol amapaense naquela oportunidade. Assim foi feito.
No primeiro tempo, o conjunto negro-anil do bairro proletário atacou a meta que fica próximo ao portão de entrada do "Gigante da Favela"e contou com o concurso de Garrincha pela extrema direita do ataque. Pouco foi acionado por seus companheiros e teve pouca oportunidade de realizar suas belas jogadas. Na etapa final a estória foi outra. Defendendo o São José, Garrincha ficou mais à vontade e frequentemente os atletas tricolores lhe passavam a bola. Neste tempo do jogo o "Anjo das Pernas Tortas" brindou os torcedores com belas jogadas, 4 delas memoráveis: cobrança de falta para o São José, com a bola batendo na trave; um drible desconcertante que fez 3 jogadores do Ypiranga passarem direto para a linha de fundo; um chute longo que o goleiro defendeu; uma ginga de corpo incrível sobre o zagueiro ypiranguista Oleno que o fez perder o rumo. No final da partida o São José venceu por 2x1. Deomir marcou os 2 gols do tricolor e Bill descontou para o Ypiranga. Como o jogo foi festivo, não oficializado pela Federação Amapaense de Desportos, o registro do evento ficou na memória dos que foram ao "Glycerão". O tempo faz as pessoas esquecerem certos acontecimentos e vários atletas que estiveram em campo quase nada se lembram de um fato tão importante.”
Trechos de um texto publicado pelo historiador amapaense Nilson Montoril no blog dele - Arambaé.
Nosso agradecimento ao amigo Vadoca - alfaiate e ex-jogador de futebol - que nos auxiliou na identificação dos atletas.

domingo, 14 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Pioneiros e Pioneiras do Amapá

A Foto Memória de hoje foi compartilhada pela amiga Maria Dorotéa de Lima.
São dois registros fotográficos, sem data, de senhores e senhoras, pioneiros do Amapá, clicados na Vila Amazonas, em Santana-AP.
Na primeira foto a partir da esquerda, Senhores: Alamiro Souza, Rômulo Genú, Uriel Sales de Araújo, ?, Paulo Ferreira, José Neves, Paulo Torres, Guilherme Cruz, Adail Lima (pai da Dorotéa), Brito Lima. ?.
Senhoras: Cléa Genú, Miraci Souza, Ivone Cruz, Iara Ferreira, Dorina Neves, Edi Torres, Jamile Lima, Iracy Lima, e à frente a jovem Dielle (filha do casal Alamiro e Miraci Souza).
Na segunda foto as senhoras: Miraci Souza, Ivone Cruz, Edi Torres, Jamile Lima, Iracy Lima, Iara Ferreira, Dorina Neves, Cléa Genú e a jovem Dielle.
Fonte: Facebook

sábado, 13 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: O embrião do prédio da Prefeitura de Macapá

O blog Porta-Retrato, trás hoje como Foto Memória de Macapá, uma relíquia histórica, extraída de uma foto dos anos 50 que nos foi gentilmente compartilhada pela amiga Maria Façanha, filha do casal pioneiro Lourenço Borges Façanha (in memoriam) e Dona Diva Façanha. A pioneira Maria Façanha, professora e bibliotecária aposentada, também ostenta a honraria de Notáveis Edificadores do Amapá, que lhe foi outorgada pelo Instituto Memorial Amapá.
Na imagem, em destaque(abaixo), observamos o início da construção de uma edificação, que se tornou o prédio atual da Prefeitura Municipal de Macapá, erguido na Avenida FAB, local em que funcionou a primeira pista de pouso do Aeroporto de Macapá. No terreno à esquerda, foi erguida, anos depois a sede do Esporte Clube Macapá.
Na verdade, essa era uma estrutura de alvenaria erguida na Av. FAB - no mesmo local da Prefeitura hoje - e "que se destinava a um centro de abastecimento tipo Mercado Central, onde os agricultores vindos de diversas regiões do então Território, encontrariam lugar para vender seus produtos à população. Essa ideia, revolucionária para a época, foi do ex-governador Pauxy Nunes." A informação é do amigo Lindoval Souza, professor de História, aposentado do Amapá.
O prédio com a arquitetura atual da Prefeitura surgiu na administração do Governador Arthur de Azevedo Henning e do Dr. Cleiton Figueiredo como Prefeito de Macapá, que reformaram e adaptaram o prédio para sede do Município de Macapá.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Foto Memória do Jornalismo Amapaense: A história em revista

Nossa Foto Memória de hoje, foi reproduzida da revista EM REVISTA – Edição Única, de dezembro de 2002, produzida pelos acadêmicos do curso de Comunicação Social, habilitação Jornalismo – Turma JOR-21 da Faculdade Seama, Instituição de ensino superior em Macapá, Amapá.
EM REVISTA tinha como objetivo divulgar um breve histórico sobre revistas que marcaram época e trouxeram à tona a cultura de povos em diversos países de diferentes momentos.
A equipe responsável pela edição fez um breve passeio pela imprensa internacional, nacional e, principalmente, imprensa amapaense.
Quem contou a história da revista amapaense foi o professor, historiador e pesquisador Nilson Montoril de Araújo, entrevistado pelos editores.
Nilson citou, entre outros detalhes, que em dezembro de 1945, surgiu a "Revista do Amapá'', uma publicação do Serviço de Informações da Secretaria Geral do Amapá, cujo diretor era o próprio Secretário Geral, Dr. Raul Montero Valdez, impressa nas máquinas da Imprensa Oficial.
A revista circulava com intervalos irregulares e tinha a colaboração de diversos executivos, inclusive do governador Janary Nunes.
Na época em que se editava a revista, a circulação ocorria nos meses historicamente importantes para o Território do Amapá: 1° de dezembro (Laudo de Berna ou Suíço); 25 de janeiro (instalação do governo do Território Federal do Amapá); 19 de março (Dia de São José e inauguração da Fortaleza); 13 de setembro (criação do Território do Amapá).
Um importante momento da vida macapaense foi registrado na revista do mês de julho de 1947 (ano 2, n° 6), ocasião em que o Dr. Getúlio Lima Júnior, Diretor da Divisão de Cooperação Federal do Departamento Nacional da Criança, e assistente chefe da Legião Brasileira de Assistência, colocava sobre o baldrame o primeiro tijolo do edifício da Maternidade de Macapá.
Sua visita a cidade deu-se no dia 14 de junho de 1947.
Na revista editada em setembro de 1953, encontramos uma série de publicações importantes, como a inauguração do Mercado Central de Macapá, Transatlânticos de Ultra-Mar em Águas Macapaenses e Primeiro Congresso Eucarístico Territorial.
Os intelectuais Álvaro Cândido Botelho da Cunha, Marcílio Filgueiras Viana e José Pereira da Costa (o Branco) fundaram em 1952, a revista "Latitude Zero", a publicação vanguarda de caráter particular.
Em setembro do mesmo ano, Macapá ganhava uma nova revista intitulada "(*)Fanal Educativo", elaborada pela Escola Normal de Macapá. O periódico primava pela divulgação de assuntos educacionais, valendo-se de alunos e professores para a elaboração de textos.
Outra que também teve grande repercussão, foi a revista do "Rotary Clube de Macapá", que inicialmente foi publicada em forma de Boletim, sem fotografias ou ilustrações. Essa revista não se restringiu à matérias privativas do clube de serviço. O Rotary foi fundado em Macapá, no dia 23 de junho de 1946 e continua em ação, agora com outros clubes em locais diferentes. Como não poderia deixar de ser, em 1971, quando o clube completou seu Jubileu de Prata, a revista relembrou o feito, publicando uma matéria elaborada pelo mazaganense Francisco Torquato de Araújo, um dos fundadores da instituição. A revista do "Rotary" data de 1954.
Em maio de 1954, foi lançada a revista “Mensagem”, órgão ilustrado e independente, cujo lema era: ‘‘Uma revista independente para um povo independente”. Era dirigida por Carlos Sampaio e contava com a colaboração de renomados elementos da cultura territorial.
Em julho do aludido ano, o Esporte Clube Macapá brindou a comunidade esportiva com a "Revista Azulina". O periódico foi idealizado por José Piqueira da Silva, secretário da agremiação. O poeta e jornalista Alcy Araújo Cavalcante assumiu a função de diretor e Altair Cavalcante de Lemos ficou como gerente. A primeira edição circulou em 18 de julho de 1954, dia em que, em 1945, o Panair Esporte Clube passou à denominação de Esporte Clube Macapá. O azulino completava 9 (nove) anos de atividades e precisava evidenciar seus feitos esportivos. O time azul da cidade ganhou os campeonatos de voley, de futebol e de basquete.
O segundo número da "Revista Azulina” só foi publicado em dezembro de 1957, quando o Esporte Clube Macapá já havia conquistado os títulos de 1954, 1955, 1956 e marchava célere para abiscoitar o de 1957.
Em 1957, Ivo Pontes Torres, Amaury Farias, Theodolino Flexa de Miranda, Aluízio Cunha e Osmar Nery Marinho, fundaram a revista "Rumo", cuja redação ficava na Av. Raimundo Álvares da Costa. Mais uma vez, Álvaro da Cunha, Alcy Araújo e Arthur Nery Marinho despontariam como colaboradores.
Em 1958 a ICOMI lançou uma edição para comemorar sua instalação no Amapá.
A Indústria e Comércio de Minérios S.A, produziu a revista "ICOMI NOTICIAS", fazendo circular o primeiro número em janeiro de 1964.
A Companhia de Eletricidade do Amapá-CEA, também se preocupou com a divulgação de suas realizações, fazendo-a através de um Boletim informativo mensal. O diretor presidente era o Dr. Luiz Ribeiro de Almeida, advogado e oficial do exército, que deu total apoio à iniciativa. O Boletim, elaborado pela assessoria de relações públicas, não deixou de contemplar o esporte.
Falava ainda sobre o trabalho conjugado para tornar realidade a construção da Hidrelétrica Coaracy Nunes. O primeiro Boletim circulou em 1960.
Nessa leva, também aparece a revista "HILÉIA", no início de 1968, idealizada pelo professor Francisco da Graça Moura. O senhor Elfredo Távora Gonçalves, foi um dos colaboradores.
Em 1969, ainda circulava uma das primeiras de nossas revistas, a "Latitude Zero". Até o mês de dezembro, circularam três edições.
Depois surgiram outras revistas. A "Enfoque Amazônico", mostrando as belezas naturais da capital do Amapá. A revista "Macapá View", que surgiu no ano de 1996 e divulgava pessoas e fatos da alta sociedade amapaense. Depois ela passou a se chamar de "Amazon View".
Em 1998/2000, circulou em Macapá a Revista "Perfil do Amapá", nos campos político, histórico, cultural, econômico, didático e turístico, com reportagens e entrevistas. Uma publicação da Colibri Promoções e Publicidades, dirigida por Valmiro Colibri, tendo na equipe de redação o jornalista amapaense Édi Prado. 
No decorrer do ano de 2002, além da "Amazon View", agora abrangendo áreas da Região Norte, tivemos uma edição especial da revista do Lions Clube de Macapá, de título "A Jaula", reportando-se aos 40 anos de atividades do clube.
Em outubro daquele ano, voltada exclusivamente para a divulgação de temas religiosos, concernentes a Nossa Senhora de Nazaré, passou a ser editada a "Revista do Círio", concebida pela Diocese de Macapá.
(*) Significado: Fanal - Facho, farol, lanterna
Fonte consultada: Revista EM REVISTA – Edição Única, de dezembro de 2002, produzida pelos acadêmicos do curso de Comunicação Social, habilitação Jornalismo – Turma JOR-21 da Faculdade Seama.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Lavadeiras na praia, em frente à cidade.

A Foto Memória de hoje, foi tirada em 1908, pela equipe do fotógrafo Felipe Augusto Fidança, contratada pelo Governo do Pará.
Integra o Relatório de Augusto Montenegro, que governou o Pará, no período de  de 1º de fevereiro de 1901 a 1º de fevereiro de 1909.
Nas imagens, inúmeras mulheres lavam roupas, na praia, em frente à cidade de Macapá, quando esta, ainda pertencia ao Estado do Pará.
Fonte: Relatório O Pará - de Augusto Montenegro

terça-feira, 9 de maio de 2017

Foto Memória do Comércio Amapaense: "Casas Pernambucanas”, em Macapá

Nosso registro histórico fotográfico de hoje, nos foi compartilhado pela amiga Maria Dorotéa de Lima.
Para contar a história das "Casas Pernambucanas”, em Macapá, vamos reeditar  um artigo do historiador Nilson Montoril, publicado no Jornal Diário do Amapá:
Casas Pernambucanas em Macapá:
No dia 28/10/1950, a cidade de Macapá ganhava uma loja famosa que tinha filiais em quase todas as capitais brasileiras.
(Imagem reproduzida do Jornal Amapá - Acervo: Paulo de Tarso)
Naquela tarde de sábado, populares e autoridades concentraram-se na Avenida Presidente Vargas, trecho compreendido entre as Ruas São José e Cândido Mendes de Almeida para ver a inauguração do empreendimento denominado “Casas Pernambucanas”. 
Em outros tempos, mormente antes da criação do Território Federal do Amapá, a área correspondia a um largo corredor que ligava a Praça Capitão Augusto Assis de Vasconcelos e o velho Largo de São João, logradouros que depois tiveram seus primitivos nomes mudados para Veiga Cabral e Barão do Rio Branco respectivamente. Ali ficava o campo de futebol do Cumau Esporte Clube, a agremiação alviverde da cidade. O terreno já abrigava as obras da Agência dos Correios e Telégrafos.
Às 15 horas, o governador interino do Amapá, Dr. Raul Montero Valdez chegou ao local para participar do expressivo acontecimento. Fazia-se acompanhar do Sr. Henrique Pehtelsohn, diretor da LUNDGREN TECIDOS S. A, importante firma têxtil e comercial brasileira, cuja matriz estava sediada em Paulista, pequena cidade pernambucana que integrava o distrito de Olinda. Henrique Pehtelsohn fez um breve relato sobre a construção da loja que tinha fábricas próprias. Destacou a colaboração do governo do Amapá e agradeceu o carinho dos macapaenses, alguns acostumados a comprar produtos da firma, principalmente fazendas, quando iam a Belém ou a outras cidades do Brasil. 
Apresentou ao público e às autoridades os senhores Adaucto Benigno Cavalcante, gerente da filial e Armando Drummond, fiscal da aludida firma. O Dr. Valdez também fez uso da palavra e declarou As Casas Pernambucanas como inaugurada. Após a inauguração foram servidos “frios, gelados e doces”. O senhor Adaucto Benigno Cavalcante dirigiu o empreendimento por um longo período e participou de inúmeras atividades de cunho beneficente na cidade de Macapá. Era natural do Estado do Ceará e trouxe sua família. Seus filhos e filhas foram meus contemporâneos dos tempos de estudante e esportista. Com ele atuaram dedicados funcionários, merecendo destaque os senhores Nelson Medeiros e Aquino. No inicio a loja só vendia tecidos e roupas. 
O logotipo da firma era bem interessante e compreendia dois losangos que tinham em seu interior um olho grande. Por isso, as fazendas que a Lundgren Tecidos fabricava eram rotuladas como tecidos da “Marca Olho”.
As donas de casa de Macapá e de outras localidades adjacentes a capital amapaense compravam tecidos, toalhas de banho e de mesa, lençóis, fronhas, colchas, travesseiros e outros produtos na filial de Macapá. Os homens preferiam as camisas da marca Lunfor. Depois, a linha de produtos diversificou-se com a venda de tapetes, cortinas, pano para copa, eletrodomésticos, informática e similares. Em 1970, com o lançamento do “Crediário Tentação” o volume de vendas aumentou assustadoramente. O cliente podia dispor do carnê e do cartão de crédito, A firma “Casas Pernambucanas” surgiu em Pernambuco, no dia 25/09/1906, fundada pelo sueco Herman Theodor Lundgren, que havia chegado a Recife em 1885. Inicialmente atuou como corretor e agente de navios estrangeiros. Como falava fluentemente inglês e alemão, servia de interprete a passageiros e tripulantes de embarcações que faziam linha entre a Europa e Pernambuco. Antes da fundação da loja de tecidos, Herman Lundgren montou uma revenda de pólvora e fertilizantes. Também exportava cera de carnaúba, sal e pele de animais. No inicio de 1904, Herman comprou a Companhia de Tecidos Paulista e ingressou no ramo da indústria têxtil. Em 1908, instalou na Praça da Sé, em São Paulo a primeira loja fora de Pernambuco. Entre os anos de 1970 e 1990, começaram as disputas dos herdeiros de Herman Lundgren e o empreendimento sofreu drástica regressão. Apenas o grupo capitaneado por Arthur Lundgren Tecidos, que operava em São Paulo, prosperou e ainda ocupa lugar de destaque no comércio brasileiro. A loja de Macapá foi à falência.(Nilson Montoril)
Fonte: Facebook
SAIBA MAIS
Saiba, no vídeo abaixo, como tudo começou:

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Luiz Gonzaga, canta “Macapá” e "Marabaixo"

Luiz Gonzaga, ainda moço
O consagrado compositor, músico e cantor Luiz Gonzaga, visitou Macapá, pela primeira vez, em 1949.
Luiz Gonzaga (sanfona) João André Gomes, o popular Catamilho (zabumbeiro) e
Zequinha (triângulo), primeira formação de 1949
Luiz e seus companheiros João André Gomes, o popular Catamilho (zabumbeiro) e Zequinha (triângulo), integrantes de sua primeira banda, chegaram a Macapá dia 28 de abril para se apresentarem ao público amapaense na programação alusiva ao Dia do Trabalho, 1º maio, que caiu num domingo. 
Hangar do Aeroclube de Macapá, no antigo aeroporto - Foto: Acervo IBGE
O show em homenagem aos trabalhadores aconteceu no Hangar do Aeroclube, então edificado na área que hoje abriga o Centro Cívico Administrativo de Macapá. 
Nos dias 2, 3 e 4, de maio, os visitantes conheceram a cidade de Macapá, o Curiaú e a Fazendinha. Também viram e participaram do Marabaixo na casa do mestre Julião Ramos, cuja quadra estava em evidência. Luiz Gonzaga ouviu e gostou imensamente do "Ladrão" "Onde Tu Vai Rapaz", cantado por Raimundo Ladislau e prometeu gravá-lo em ritmo de baião, o que de fato aconteceu. Ouça abaixo:

Para dar maior evidência à capital do Território do Amapá, além de "Marabaixo", ele gravou também a música "Macapá", que você pode ouvir a seguir: 
Vídeos: You Tube
Fotografias: Google images
Fonte: Facebook
Informações de Nilson Montoril

domingo, 7 de maio de 2017

Foto Memória da Segurança Pública do Amapá: RAIMUNDO MOURA DO NASCIMENTO - "GATÃO"(IN MEMORIAM) – GUARDA TERRITORIAL E POLICIAL CIVIL

A Foto Memória de hoje, relembra a figura de um Pioneiro da Segurança Pública.
(*)Por Reinaldo Coelho 
“Raimundo Moura do Nascimento, o Gatão, filho de Benedito Ferreira do Nascimento (mestre de obra e marceneiro, falecido) e Josefina Moura do Nascimento (dona de casa, falecida), nascido em 26 de dezembro de 1932, no município paraense de Chaves e que se vivo fosse estaria completando 84 anos de idade. 
O casal Benedito e Josefina foi para Macapá em 1939, quando o nosso pioneiro tinha sete anos de idade fugindo da Malária e da Febre Amarela, que matavam a rodo na década de 30 crianças e adultos, nos municípios ribeirinhos amazônicos. O casal que tinha gerado três filhos, duas meninas e um menino, já havia perdido as duas primogênitas em mortes seguidas, e com medo da perda do caçula, procuraram Macapá, onde poderiam encontrar recursos para tratar a criança que já apresentava sinais de ter contraído a doença. 
Lá chegando, a família Nascimento se estabeleceu na antiga Rua da Praia, hoje a Orla de Macapá, local onde o referido marceneiro e carpinteiro começaria a trabalhar com sua profissão junto aos empresários locais, caso dos Zagury e Alcolumbre.
Nesse mesmo tempo, Dona Nenê, como era conhecida a matriarca da família, lavava roupa pra fora, e o garoto Raimundo Moura era o entregador, além da sua venda de hortaliças de quintal que a vizinhança adquiria por consideração à mãe batalhadora. Infância vivida como qualquer garoto, porém tinha as rédeas severamente controladas pela genitora.
Com a transformação do Amapá em Território Federal, e o crescimento do emprego, através da construção de escolas e outras obras estruturais, mestre Benedito passou a trabalhar em várias obras do novo governo que estava estruturando a cidade para receber os servidores do governo. Mestre Benedito foi responsável da construção do telhado da residência governamental, Hospital Geral de Macapá, Maternidade de Macapá, entre outras, e Dona Nenê passou a lavar as roupas dos diretores, do primeiro escalão do governo, e do próprio governador Janary Nunes. Enquanto isso o jovem Raimundo Moura frequentava a escola (Barão do Rio Branco) e o Grupo Escoteiro Veiga Cabral fundado em 1945. 
Foi membro da Associação de Escoteiros do Amapá (primeiro nome do grupo Veiga Cabral) e que tinha como sede a Praça Veiga Cabral. O nome foi dado em homenagem ao herói Francisco Xavier da Veiga Cabral. Apenas um dos fundadores do grupo continua vivo, o senhor Raimundo Barata, que atualmente mora em Belém, aos 88 anos de idade. 
Nesse grupo de escoteiros era onde os jovens colocavam toda sua energia juvenil e onde recebiam orientação de civismo dos chefes escoteiros Clodoaldo Nascimento,Humberto Dias, Glycério de Sousa Marques, entre outros.
Raimundo Moura, ganhou o apelido de “Gato” num acampamento de escoteiros, por ter se saído bem, em uma disputa esportiva, ao realizar com êxito um salto de considerável altura, um mortal difícil, caindo em pé. O apelido, mesmo após seu falecimento, continua sendo sua referência, pois poucos o conhecem por Raimundo Moura, mas sim pelo famoso apelido de Gatão e recorrente. 
Mulherengo e um exímio pé de valsa, além de cantor mediano e bom de copo, Gatão escreveu sua história na boemia amapaense como conquistador e “brigão”, e sua fama percorreu o Amapá. Quando chegava nos bares e boates de “má fama” os frequentadores e proprietários, a macharada, se inquietavam e as mulheres se arrepiavam, pois além do apelido se encaixar na habilidade, se confirmava pela postura garbosa do jovem mancebo. 
Posição que se confirmou com a conquista da jovem Zoraide Coelho do Nascimento, com quem se casou e teve um casal de filhos, além de ter adotado os outros cinco de outro relacionamento. Gatão tinha na época 17 anos e Zoraide 18, o que necessitava ter a autorização dos pais para concretizarem o matrimonio, e com a interferência do então promotor público, Hildemar Maia, que foi padrinho do casamento. Após o casório, Raimundo e Zoraide foram para Belém do Pará, onde Gatão serviu o “Tiro de Guerra”, período em que gerou a primogênita do casal, Maria das Graças Coelho do Nascimento. 
Nessa época o Decreto Lei n° 5.839, de 21 de setembro de 1943, estabeleceu a criação de uma Guarda Territorial, de caráter civil, para os Territórios onde a mão de obra fosse escassa. A Guarda Territorial, ou saudosamente chamada GT, abrigava jovens que mesclavam suas missões de segurança pública e de construção civil. 
Ao retornar a Macapá, com o cumprimento do serviço militar, Moura foi engajado na recém-criada Guarda Territorial do Amapá, pois o Território crescia na razão direta em que surgia a necessidade de aprimoramento da GT. Havia carência de uma força que se voltasse especificamente à Segurança Pública. 
Mais um marco diferencial de Gatão, devido a sua habilidade e o interesse pelo serviço mecânico e de direção de automóvel, quando foi criada a Guarda de Motocicleta e ele então assumiu o comando do Grupamento Motorizado que prestava ‘guarda’ às visitas oficiais e de autoridades do Território, os “batedores”, que eram a atração maior nos desfiles da semana da Pátria e do Território. E mais, “cartaz” com as mulheres, pois acompanhou as comitivas dos Presidentes do Brasil que visitaram o Amapá. 
O serviço de policiamento passou a ser realizado pela Guarda Territorial, apoiando as delegacias, com armamento e pessoal de apoio. Os delegados eram Oficiais, enquanto que os comissários eram inspetores da Guarda. Em 1945 todas as sedes dos municípios foram dotadas de um Delegado, um Escrivão, além de guardas. 
Mas Raimundo Moura do Nascimento também atuou no setor privado, foi “motorista de praça”, motorista de carros basculantes de alto porte, na construção da barragem Hidrelétrica de Paredão, depois denominada Hidroelétrica “Coaracy Nunes”, com treinamentos em Minas Gerais pela Techint Engenharia e Construção, isso em 1961. Essa experiência lhe garantiu, após a aposentadoria, retornar à hidroelétrica como Chefe da Segurança por dois anos na década de 90. 
Regressando na década de 80 às atividades policiais, com a extinção da Guarda Territorial, transformada em Polícia Militar, e sendo servidor público federal, pode optar e escolheu a Polícia Civil, pelo contagiante faro investigativo. Como policial civil ocupou provisoriamente a titularidade de diversas delegacias do interior, como o ‘Beiradão’, formado por palafitas em longo trecho das margens do rio Jari (conhecida como a maior favela fluvial do mundo), com todas as mazelas sociais, agravadas pela violência e pela prostituição, onde hoje é o município de Laranjal do Jari. 
Também trabalhou na Delegacia de Oiapoque, exercendo a titularidade da delegacia local, por falta de delegado. Última delegacia em que trabalhou foi a de Porto Grande, onde se aposentou e morou por mais de 15 anos, constituindo sua terceira família, passando a morar em Ferreira Gomes, local em que faleceu e foi sepultado. 
Os guardas territoriais sempre souberam demonstrar, ao longo dos anos, o valor do pioneirismo, diante das dificuldades apresentadas ao advento da criação do Amapá, através da união, com destemor, ordem e galhardia, marcando sobremaneira as tradições da organização policial que eles serviram e dignificaram. 
Raimundo Moura do Nascimento deixou essa vida amando a todos com sofreguidão. Seu legado a este mundo foram seus 21 filhos, sendo cinco do coração; amou muitas mulheres, tanto que teve três casamentos. Porém, uma nunca saiu de seu coração, Zoraide Coelho do Nascimento, a quem amou até o fim de seus dias. Mesmo divorciados, continuaram amigos para sempre. Esse amor era estendido aos locais onde viveu, tanto que escolheu Porto Grande para guardar seu corpo, destruído pela bebida, pois era dependente do álcool e fumante inveterado, o que lhe rendeu três infartos e um AVC, causa de sua morte, em 2000.
Existem muitas histórias do famoso Gatão, destacadas nos ‘causos’ contados por amigos da boemia.
Raimundo Moura do Nascimento, um homem que amou o mundo e as mulheres. Exerceu seu papel de agente de segurança pública com responsabilidade, capacidade e altruísmo. Deixou essa vida ciente de seus erros e acertos e que fez o melhor para ter seu nome honrado e respeitado.”
(*) Reinaldo Coelho -  Diretor de Jornalismo do Jornal Tribuna Amapaense, e um dos filhos do biografado.
Texto publicado, originalmente, na Edição n° 555, de 06 a 12 de maio de 2017, do jornal  Tribuna Amapaense.
A referida matéria - com a anuência prévia  do autor - foi devidamente atualizada e adaptada, especialmente para o Porta-Retrato.
Fonte: Jornal Tribuna Amapaense
(Última atualização dia 08/05/2017)

sábado, 6 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Sr. Raimundo Nonato e filhos, no Laguinho.

Nossa Foto Memória de hoje foi compartilhada pelo amigo Sebastião Ataíde de Lima, em sua página no Facebook.
É um registro de 1960, quando ele tinha onze anos, e o irmão, cinco.
Nas imagens o pai deles, Sr. Raimundo Nonato empurra um carrinho de mão, tendo à esquerda, o irmão menor Raimundo Filho (Boquinha), na Rua General Rondon, ainda de chão batido, antes de receber asfalto.
O Sabá está à direita de seu Raimundo.
Seu Raimundo Nonato faleceu dia 07 de fevereiro de 1998.
Informações do próprio Sabá Ataíde.
Fonte: Facebook